Dentro da programação do II ConecTEA – Entrelaçando o cuidar em rede, uma atividade realizada na tarde desta quarta-feira, 15, reuniu pais e familiares de crianças atendidas pelo Girassol Centro Municipal de Atendimento ao Autista em um momento voltado ao acolhimento e à escuta. A ação integra o Abril Azul, mês de conscientização sobre o autismo.
Promovido pela Prefeitura de Santa Cruz do Sul, com organização do Girassol, Cisvale, Centro TEA, Associação Luz Azul e Espectro Unisc, o ConecTEA reúne ao longo do mês palestras, ações nas escolas, caminhada da inclusão, oficinas e encontros com famílias, consolidando-se como um movimento de união e compromisso com a inclusão.
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Durante a atividade, a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Fátima Alves da Silva, destacou a necessidade de ampliar o olhar sobre o cuidado, que deve ir além dos espaços terapêuticos. Segundo ela, é fundamental que as práticas também estejam presentes no contexto social e familiar, favorecendo o desenvolvimento contínuo das pessoas com TEA para que se alcancem resultados mais efetivos.
Fátima também ressaltou o protagonismo das mães e cuidadoras. “É importante que essas mulheres se reconheçam como protagonistas, pois ninguém conhece tão profundamente a realidade e o cotidiano do cuidado quanto elas”, afirmou. A secretária ainda mencionou avanços nos serviços ofertados no município, como o aumento significativo nos atendimentos do Girassol, que passou de 80 para cerca de 300 mês, e a habilitação da Apae para receber um Centro de Atendimento em Saúde (CAS) do programa TEAcolhe, o que resultará em uma maior oferta de serviços.
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Na sequência, a equipe do TEAcolhe conduziu uma roda de conversa com mães e familiares, abordando a saúde mental dos cuidadores. Por meio de dinâmicas e momentos de partilha, o grupo abriu espaço para que os participantes pudessem expressar sentimentos, desafios e vivências do dia a dia.
O encontro foi marcado por escuta, empatia e acolhimento. Conforme destacado pela assistente social Cláudia Queiroz, é comum encontrar pais e responsáveis emocionalmente sobrecarregados, diante de demandas que vão além das terapias dos filhos, incluindo a busca constante por direitos e o cuidado cotidiano. A atividade reforçou a importância de olhar também para quem cuida, fortalecendo vínculos e promovendo apoio mútuo.
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