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Além do futebol

Confira cinco pontos polêmicos que envolvem os Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026

Donald Trump recebeu o “Prêmio da Paz da Fifa – O Futebol Une o Mundo” em dezembro de 2025

A Copa do Mundo 2026 vai começar na quinta-feira, 11, com o duelo entre México e África do Sul, na Cidade do México, às 16 horas (de Brasília). A edição deste ano está envolta em polêmicas, principalmente em relação aos Estados Unidos. Confira cinco pontos importantes:

1 – Conflito com o Irã

A cota de ingressos destinada aos torcedores do Irã para a fase de grupos da Copa do Mundo foi revogada poucos dias antes do início do torneio, informou a federação de futebol do país. Em 25 de maio, o Irã transferiu sua base de treinamento de Tucson, no Arizona, para a cidade mexicana de Tijuana, alegando que os Estados Unidos não estavam dispostos a recebê-los. Apesar disso, os três jogos da seleção iraniana na fase de grupos estão agendados para sedes norte-americanas.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que os jogadores iranianos serão bem-vindos na competição, mas que indivíduos com vínculos à Guarda Revolucionária Islâmica poderão enfrentar restrições de entrada no país. O Irã foi o único país ausente no congresso anual da Fifa realizado em Vancouver, em abril, depois que uma delegação de dirigentes da federação de futebol, incluindo seu presidente, Mehdi Taj, foi impedida de entrar no Canadá pelo serviço de imigração do país.

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A guerra contra o Irã começou em 28 de fevereiro de 2026, quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques aéreos coordenados de surpresa. A investida conjunta teve como alvo diversas cidades iranianas e resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

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2 – Relação com os vizinhos México e Canadá

México e Canadá foram os primeiros países a serem atingidos pelas tarifas de importação do presidente norte-americano Donald Trump. O Canadá já havia se indignado com os repetidos comentários de Trump sobre transformar o país no “51° Estado” norte-americano e respondeu com suas próprias medidas contrárias. Províncias canadenses retiraram bebidas americanas das prateleiras e seus cidadãos reduziram consideravelmente suas viagens para o vizinho do sul, o que também acabou irritando os Estados Unidos.

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Donald Trump acusa frequentemente o México de atuar como uma “porta de entrada” para a invasão de produtos chineses no mercado norte-americano. O governo mexicano foi colocado contra a parede para barrar essa triangulação de mercadorias. Trump ampliou a vigilância em relação aos imigrantes e prometeu, em diversas ocasiões, uma expansão no muro que divide os dois países.

3 – Profissionais barrados

Além das restrições aos profissionais iranianos, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, de 34 anos, teve a entrada recusada nos Estados Unidos. A Fifa cortou Artan da relação de árbitros. A Somália é um dos vários países em uma lista de proibição de viagens introduzida pelo governo Trump. Artan foi eleito o árbitro masculino do ano de 2025 da Confederação Africana de Futebol (CAF).

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4 – Alto custo e instabilidade na segurança

O alto custo dos ingressos gerou diversos reclamações. O ticket mais barato para a final custa quase R$ 21 mil. Sete vezes mais caro que na última edição. A Fifa pretende arrecadar US$ 3 bilhões na venda de ingressos. Nesta edição, a Fifa está aplicando preços dinâmicos. Isso significa que os valores dos ingressos variam de acordo com a demanda em tempo real, atingindo preços recorde Além disso, a revenda de ingressos não tem regulação nos Estados Unidos nem no Canadá. Com isso, sites já anunciam ingressos para a final por até R$ 950 mil.

A Copa do Mundo nos Estados Unidos tem gerado alertas internacionais de segurança devido a ameaças de atentados extremistas, retaliações geopolíticas e riscos de distúrbios civis. O cenário é agravado pelas tensões na política externa e por relatórios apontando falhas em grandes eventos esportivos realizados no país.

5 – Clima pode afetar duração das partidas

De acordo com os protocolos de segurança contra tempestades e raios adotados nos Estados Unidos, uma partida deve ser imediatamente suspensa se uma descarga elétrica for detectada dentro de um raio de oito milhas (aproximadamente 13 quilômetros) do estádio. Os jogadores e a arbitragem devem deixar o campo e se abrigar, podendo retornar apenas após um período seguro confirmado pelas autoridades locais.

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O calor excessivo também pode interferir diretamente no andamento das partidas. A Fifa adota “paradas técnicas” para hidratação dos atletas em ambos os tempos de jogo quando as temperaturas atingem níveis perigosos. De acordo com um estudo da Climate Central, 97 das 104 partidas programadas para o torneio estão sob risco de sofrerem com as altas temperaturas. Durante a Copa do Mundo de Clubes realizada no ano passado, seis partidas precisaram ser interrompidas por causa das condições meteorológicas.

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