Combate à pandemia 04/03/2021 10h18 Atualizado às 15h26

Prefeitos podem decretar lockdown em toda a região

Alta crescente nos casos e taxas de superlotação dos hospitais motivam medidas mais restritivas nos municípios

Os prefeitos do Vale do Rio Pardo estudam decretar um lockdown regional neste fim de semana, possivelmente entre os dias 6 e 7 de março. Os chefes do Executivo têm discutido a possibilidade tendo em vista o aumento crescente dos casos de Covid-19 em toda a região, além das altas taxas de ocupação dos leitos de UTIs nos municípios, inclusive com superlotação.

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O assunto deverá ser debatido e uma decisão tomada nesta sexta-feira, 5. Uma reunião virtual dos prefeitos pode ocorrer nas próximas horas. Deverão participar os gestores das cidades que integram a Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp). Debate-se que as restrições do lockdown podem, inclusive, ser mais rígidas do que as vistas em Santa Cruz do Sul no fim de semana passado.

Ainda é estudada pelo grupo a possibilidade de enviar a decisão ao Governo do Estado para que seja avaliado um eventual decreto estadual de lockdown, levando em conta as decisões regionais e expandindo as regras para as demais regiões do Rio Grande do Sul. Na manhã desta quinta-feira, o governador Eduardo Leite anunciou que a bandeira preta vai continuar no Estado ao longo da próxima semana.

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O que é lockdown

Lockdown é um termo em inglês que significa confinamento. A principal diferença entre as regras da bandeira preta e as do sistema de lockdown é que, no caso do confinamento, além das demais restrições para o funcionamento de estabelecimentos, há restrição de circulação de pessoas.

Ou seja, a população só pode sair de casa para situações essenciais, como idas ao supermercado ou à farmácia, abastecer o carro, buscar atendimento médico e se deslocar para o trabalho (no caso de trabalhadores que atuem em atividades autorizadas durante o lockdown).

Pessoas que estiverem em espaços públicos durante o período de lockdown podem ser abordadas pelos órgãos de segurança e serão orientadas a retornar para casa. O uso de máscara segue obrigatório em todos os locais públicos, abertos ou fechados, mas, mesmo de máscara, as pessoas não podem circular pela cidade a menos que estejam em busca de serviços essenciais.

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