Alerta 17/03/2021 10h09 Atualizado às 12h46

Santa Cruz confirma o primeiro caso de infecção pelo vírus zika

Município também se preocupa com a dengue. Número de casos em 2021 já se aproxima do registrado ao longo de todo o ano anterior

A Vigilância Sanitária de Santa Cruz do Sul confirmou a primeira infecção pelo vírus zika no município. Trata-se de uma pessoa que mora em Rio Pardinho e não viajou, ou seja, contraiu o vírus em Santa Cruz.

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A informação foi confirmada pelo fiscal da Vigilância Sanitária e coordenador do setor de endemias, Rudiberto Berlt, durante entrevista à Rádio Gazeta na manhã desta quarta-feira, 17. “O zika normalmente ocorre em regiões como Santa Maria e Bagé. É o nosso primeiro caso e estamos fazendo um trabalho para garantir que não se espalhe”, diz.


O zika é transmitido pelo Aedes aegypti, mosquito que também transmite a dengue e a febre chikungunya. Os sintomas mais comuns da infecção pelo vírus zika são febre baixa e erupção cutânea (exantema). Mas a doença também pode causar dores no corpo, conjuntivite e sensação de cansaço.

Na maior parte dos casos, a doença é leve, mas pode evoluir para complicações mais sérias. Em mulheres grávidas pode causar má formação da criança, com possibilidade de microcefalia – desenvolvimento abaixo do normal do cérebro. O zika também pode ser um gatilho para a síndrome de Guillain-Barré, em que o sistema imunológico do paciente ataca o sistema nervoso dele, podendo causar paralisia, em geral reversível.


Outra preocupação em Santa Cruz é com os casos de dengue. Em todo o 2020 foram quatro registros. Já neste ano, até agora, já são três casos confirmados. “É um situação preocupante. Ainda temos os casos suspeitos que aguardamos o retorno do laboratório.”

Destes, os que contraíram dengue moram no Centro, no Ana Nery e no Arroio Grande, sendo que um deles está internado no hospital. Os outros, incluindo o de zika em Rio Pardinho, estão em casa fazendo tratamento.

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Trabalho em conjunto

Berlt explica que o município fica sabendo dos casos por meio de um trabalho em conjunto entre Vigilância Epidemiológica e a Atenção Básica, com os agentes de saúde que fazem o primeiro contato. “Fazemos então um bloqueio da região para tentar controlar o máximo possível a disseminação do mosquito”, comenta ele.

No entanto, ele enfatiza que para esse trabalho dar certo é preciso apoio da comunidade mantendo o pátio limpo, sem água parada, para que não vire um criadouro. “Apelamos para a consciência das pessoas. Vistoriem vasos de plantas, cubram ralos com telas, as bromélias e tronco de árvores também são criadouros naturais, até uma tampa de garrafa pode abrigar a larva do mosquito.”

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Visitas

O fiscal lembra que, por causa da Covid-19, os agentes não estão entrando nas casas, mas sim fazendo vistoria nos pátios. Também são passadas orientações para que as pessoas tomem as medidas necessárias para evitar a proliferação do Aedes aegypti.

Colaborou a jornalista Maria Regina Eichenberg

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