A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, nesta quarta-feira, 28, terminou com a manutenção de 15% na taxa Selic. “Representa mais um dos muitos obstáculos enfrentados pelo setor produtivo, que já opera com margens pressionadas, confiança em baixa e dificuldades para investir”, destaca o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Claudio Bier.
Segundo ele, a última pesquisa da Sondagem Industrial divulgada pelo Sistema Fiergs mostrou que os juros elevados seguem entre os principais entraves à atividade. Soma-se aos problemas estruturais como carga tributária e demanda interna insuficiente. Bier destacou que manter a Selic em patamar tão elevado restringe o acesso ao crédito, desestimula o investimento e compromete a retomada da atividade industrial.
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“Reconhecemos que o Banco Central atua dentro dos limites que lhe cabem, diante de um cenário ainda marcado por fortes incertezas fiscais e expectativas de inflação desancoradas. A raiz do problema está na ausência de sinais mais claros de responsabilidade com as contas públicas por parte do governo federal. Sem uma âncora fiscal confiável, não há ambiente para redução sustentada dos juros e, com isso, não se cria condição ambiente favorável para a indústria produzir”, diz Bier.
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