A tarde desta segunda-feira, 30, foi de grande circulação e expectativa no Cras Integrar, no Bairro Bom Jesus, com a realização de mais uma edição do programa Empresas Amigas do Cras. Promovida pela Prefeitura de Santa Cruz do Sul, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Inclusão (Sedesi), a iniciativa levou empresas até o território para facilitar o acesso da população às oportunidades de emprego.
Durante o evento, moradores de diferentes localidades passaram pelo local em busca de uma colocação no mercado formal. Com documentos em mãos, os participantes puderam realizar cadastros em diversas empresas, conhecer vagas disponíveis, saber mais sobre o Programa Jovem Aprendiz, sobre cursos de capacitação, Educação de Jovens e Adultos e se apresentar diretamente aos recrutadores, tornando o processo mais ágil e acessível.
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A ação também abriu espaço para públicos prioritários, como pessoas com deficiência, ampliando as possibilidades de inclusão produtiva, considerando diferentes perfis e níveis de escolaridade. A equipe do Cras atuou na organização e orientação dos participantes, enquanto as empresas ficaram responsáveis pelos critérios de seleção e encaminhamentos.
A secretária municipal de Desenvolvimento Social e Inclusão, Fátima Alves da Silva, acompanhou o desenrolar da ação e destacou que a iniciativa busca estimular a autonomia das famílias atendidas pela assistência social. “O Empresas Amigas do Cras é um incentivo para que as pessoas conquistem sua independência, reduzindo a dependência de programas sociais e ingressando no mercado formal, com todos os direitos garantidos, como carteira assinada, FGTS, férias, seguro-desemprego e aposentadoria”, afirmou.
Segundo ela, a presença expressiva de jovens tem chamado a atenção. “Estamos vendo muitos adolescentes e jovens buscando a primeira oportunidade, o que é muito positivo. Além disso, é importante lembrar que esse trabalho não acontece apenas nos eventos. Os Cras contam com salas de empregabilidade e realizam encaminhamentos ao longo de todo o ano”, completou.
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Além de aproximar empregadores e candidatos, o Empresa Amigas do Cras também reforçou a importância do compromisso com os processos seletivos e a valorização das oportunidades oferecidas. Participaram desta edição empresas e instituições como ATC do Brasil, Comercial Zaffari/Stok Center, CIEE, Cucas da Rosana, Fort Atacadista, Grupo Prato Feito, Metalúrgica Mor, UTC Brasil Indústria e Comércio de Tabaco Ltda, HB Recursos Humanos, Zilium Impermeabilizações e o Sistema Fiergs, por meio do Senai e do Sesi.
No último dia 24, a ação ocorreu no Bairro Santa Vitória, no Cras Beatriz Frantz Jungblut. Ainda este ano, outra edição deverá contemplar também o Cras Central.
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Na corrida pela tão desejada vaga
Aos 17 anos, Nicolas César Dávila participou do evento acompanhado da mãe, a dona de casa Franciele, 36 anos, que fez questão de incentivá-lo na conquista do primeiro emprego. O jovem entregou currículo para uma vaga em uma rede de supermercados e também procurou a banca do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) em busca de estágio. “Quero começar a ganhar meu próprio dinheiro”, disse, destacando o desejo de conquistar independência e contribuir com a família.
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A determinação também marcou a presença de Fabiane Cristiele Mendes, 25 anos, que foi ao Cras com a filha Estéfani Lavínea, de apenas um ano, no colo. Em busca de uma chance, ela se mostrou disposta a enfrentar qualquer desafio e entrou nas filas disposta a preencher vários cadastros. “Não tenho muita escolha, parei de estudar cedo e preciso trabalhar, tenho muita vontade e garanto que vou me esforçar”, afirmou.
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Com ensino fundamental incompleto, Fabiane procura uma vaga destinada a pessoas com deficiência, já que possui visão monocular. Ela também sonha em retomar os estudos para conquistar uma vida melhor e seguir se aperfeiçoando. Para isso conta com a ajuda da mãe, que auxilia no cuidado com as crianças. “Quero trabalhar e voltar a estudar. Tenho a ajuda da minha mãe que é a melhor pessoa do mundo”, disse.
Já a dona de casa Daiane Gracieli da Silva, 40 anos, enfrentou as próprias limitações físicas para incentivar o filho Alison, de 16 anos, além do sobrinho William e do amigo Lucas, ambos também adolescentes, a buscarem uma oportunidade. Empurrando um andador, ela contou emocionada que foi atropelada em 2023, o que a afastou totalmente do trabalho. Hoje, ainda com dores e dificuldades para seguir com o tratamento, devido a longa demora em consultas e exames, ela depende totalmente da pensão que recebe por invalidez e que não é suficiente para fazer frente às despesas. “Antes eu trabalhava em dois, três empregos, eu me virava. Hoje já não posso mais”, contou.
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