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CONSUMO

Custo da cesta básica tem redução de R$ 28,07 em Santa Cruz

Foto: Rodrigo Assmann

Levantamento nos supermercados santa-cruzenses revela que dos 13 produtos pesquisados, oito ficaram mais baratos

O custo dos alimentos básicos em Santa Cruz do Sul registrou uma queda sensível nos dois primeiros meses do ano. Entre 6 de janeiro e 3 de março, o valor do conjunto de 13 produtos essenciais recuou 4,4%, passando de R$ 636,57 para R$ 608,50. Na prática, o consumidor local está gastando R$ 28,07 a menos para abastecer a despensa, conforme levantamento divulgado nessa terça-feira, 3, pelo Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).

A redução de preços foi impulsionada por itens que pesaram no bolso no início do ano. O tomate, a batata-inglesa e a banana, que haviam subido em janeiro, agora lideram o movimento inverso e são os principais responsáveis pelo alívio no caixa. Dos itens pesquisados, oito ficaram mais baratos e cinco tiveram alta. No sentido oposto, o feijão preto e a margarina foram os produtos que impediram uma diminuição mais expressiva.

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A queda no custo, somada ao reajuste do salário mínimo para R$ 1.621,00 em janeiro, melhorou o poder de compra do trabalhador santa-cruzense. Para adquirir a cesta nacional hoje, o profissional precisa dedicar 82,5 horas de sua jornada mensal – uma economia de quase dez horas de trabalho em comparação a janeiro. No acumulado de 12 meses, a trajetória também é de queda. Na comparação com março de 2025, a cesta atual está 4,3% mais barata, o que representa uma economia de R$ 27,42 no período de um ano.

A pesquisa é realizada nas principais redes de supermercados da cidade. Os dados refletem os preços encontrados no dia da coleta, incluindo promoções eventuais. Como o mercado é dinâmico, os valores podem variar em levantamentos feitos em outras datas ou estabelecimentos.

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A distância entre o mínimo real e o ideal

Apesar do alívio recente no conjunto de alimentos, a conta ainda não fecha para as famílias. Utilizando a metodologia do Dieese – que calcula quanto um trabalhador deveria ganhar para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) –, o salário mínimo deveria ser de R$ 5.073,59 para garantir o provimento do grupo.

O valor é 3,13 vezes maior do que o piso nacional vigente. O cálculo leva em conta o que estabelece a legislação brasileira desde a década de 1930: que o pagamento mínimo deve ser capaz de cobrir não só a comida, mas também moradia, vestuário, higiene e transporte.

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