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Delegado santa-cruzense tem nome usado por estelionatários em golpes

Foto: Divulgação Polícia Civl

Assmann: ligações quase diárias para a Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento

O delegado Alex Assmann, santa-cruzense radicado em Lajeado e responsável pela Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) daquele município, vem tendo o nome usado por criminosos que atuam na internet, aplicando golpes que envolvem extorsão sexual. A incidência do chamado golpe dos nudes vem aumentando nos últimos meses.

O crime começa com a troca de imagens íntimas entre homens e golpistas que se passam por garotas menores de idade. Os estelionatários utilizam fotos encontradas na internet para repassar à vítima. Após adicionar ou seguir o “alvo” em redes sociais ou sites de relacionamento, eles propõem a troca de telefones e levam a conversa para um aplicativo de mensagens, como o WhatsApp.

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Em determinado momento, um interlocutor entra em contato com o indivíduo dizendo que viu as mensagens e fotos trocadas e, com essas provas, irá denunciá-lo como pedófilo. Para “resolver a questão” sem envolver uma exposição à família da vítima da fraude ou à polícia, os golpistas exigem um depósito em dinheiro. Muito conhecido no meio policial, o golpe normalmente tinha como interlocutores falsos pais da suposta menina assediada, ou mesmo advogados da família dela.

No entanto, recentemente, os criminosos vêm utilizando nomes e imagens de policiais para intimidar as vítimas e praticar a extorsão. “Começamos a receber ligações na delegacia, de pessoas que queriam falar diretamente comigo, sem repassar o assunto de forma prévia aos nossos atendentes. Quando eu atendia, me diziam que eu teria falado com eles pelo WhatsApp e exigido valores para arquivar o processo. Na verdade, jamais havia acontecido qualquer contato de minha parte e eles haviam caído no golpe”, contou o delegado, que tem forte ligação com Santa Cruz do Sul.

“Nasci aí, morei na Rua Felipe Jacobus e meu pai tinha loja de materiais de construção. Estudei no Colégio Marista São Luís e me formei em Direito em 2005 na Unisc”, contou Alex Assmann, que tem 38 anos.

Em 2010, ele passou no concurso para delegado da Polícia Civil e tomou posse em novembro do mesmo ano, para assumir a função em São Francisco de Assis, na Fronteira Oeste do Estado. Em 2013, conseguiu transferência para ocupar o cargo em Lajeado.

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Montagem bem-feita

Segundo o delegado Alex Assmann, a maioria esmagadora das vítimas que caíram no golpe com o uso de seu nome é de homens de outros estados, como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Maranhão e Rondônia. As ligações à delegacia, segundo ele, têm sido quase diárias. “A pandemia fez aumentar os registros de estelionato e essa característica, quando os golpistas começaram a utilizar fotos de policiais, mudou o crime. Na minha, em específico, criaram até uma carteira funcional de policial em uma montagem bem-feita, para encaminhar às vítimas e convencê-las que, de fato, seria eu.”

Algumas das vítimas chegaram a, inclusive, depositar valores que chegam a R$ 3 mil. A Gazeta do Sul havia denunciado esse tipo de fraude na edição do dia 12 de agosto, quando foi registrado o primeiro caso de uma vítima de Santa Cruz, que caiu em um golpe do tipo, aplicado por um falso policial.

Na oportunidade, a delegada titular da 1ª DP, Ana Luísa Aita Pippi, fez um alerta: “As vítimas, com medo da exposição, muitas vezes depositam os valores solicitados. Os golpistas agem no emocional delas. Por isso, o nosso alerta fica para que as pessoas não depositem sob hipótese alguma e procurem a polícia imediatamente, bloqueando o contato com os golpistas via internet e tirando print das conversas e imagens”.

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