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MEIO AMBIENTE

Dia da Árvore: a importância da preservação

Foto: Banco de Imagens/Gazeta do Sul

As florestas e as árvores desempenham importantes funções sociais, econômicas e ambientais. Em um momento no qual as atenções se voltam para as consequências do desmatamento no País, o Dia da Árvore, celebrado nesta terça-feira, 21, serve de reflexão acerca da importância da preservação. Ao longo dos anos, campanhas mantidas por entidades, empresas e organizações ambientais têm obtido importantes avanços acerca da conscientização e preservação ambiental. Mas ainda há muito a ser feito e, para isso, cada um deve fazer sua parte.

O 21 de setembro foi escolhido como Dia da Árvore por estar próximo do início da primavera, que começa oficialmente nesta quarta-feira, 22. Porém, mais do que um marco no calendário, a data tem como objetivo reforçar a conscientização acerca da importância das árvores para o meio ambiente. Em um momento no qual as atenções se voltam para o crescimento na taxa de desmatamento no País, a sociedade sente as consequências da falta das árvores.

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Prova de que o assunto é preocupante está nos números. A Amazônia Legal perdeu 10.476 quilômetros quadrados de
floresta entre agosto de 2020 e julho de 2021. A taxa de desmatamento é 57% maior do que no período anterior e a pior da última década, conforme o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Além de essenciais para o meio ambiente e consequentemente para o equilíbrio do planeta, as árvores têm aplicabilidade econômica. O setor de produtos florestais ultrapassou a cifra de US$ 1 bilhão em exportações no mês de agosto. O valor exportado chegou a US$ 1,25 bilhão (alta de 40,5%), em virtude da forte elevação dos preços médios de exportação (31,2%).

O Inventário Florestal aponta que Santa Cruz do Sul possui 20% do seu território com florestas naturais, um dos maiores do Estado | Foto: Banco de Imagens Gazeta do Sul

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Santa Cruz destaca-se em cobertura florestal

No Rio Grande do Sul, a cobertura florestal é de aproximadamente 4 milhões de hectares, o equivalente a 15% do território, conforme o Inventário Florestal Nacional de 2018. Estão presentes no Estado os biomas Mata Atlântica e Pampa. O primeiro é predominante nas regiões Norte e Nordeste, enquanto o Pampa ocupa a maior extensão do território, cobrindo todo o Sul e parte do Noroeste. De acordo com dados do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação, o Rio Grande do Sul possui cerca de 653.977,63 hectares de áreas protegidas em Unidades de conservação, o que corresponde a cerca de 2% de seu território.

O Inventário Florestal aponta ainda que Santa Cruz do Sul possui 20% do seu território com florestas naturais, um dos maiores do Estado. No município, um dos símbolos da quantidade de árvores é o Cinturão Verde, com cerca de 460 hectares contornando o norte e leste. Muito além dessa faixa florestal, as árvores integram-se à paisagem na área urbana com o Túnel Verde, nos jardins de casas e locais de preservação, que também estão muito em evidência nas regiões rurais. Esse aspecto, aliás, é um dos responsáveis pelo reconhecimento do município como um dos mais verdes do Estado.

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