Assim como os humanos, cães e gatos também podem sofrer com o frio e ficam mais suscetíveis a doenças respiratórias, queda na imunidade, dores articulares, entre outros problemas de saúde. Patrícia Luíza Eisenkrämer, veterinária da MS Sul Bichos, explica que mesmo animais com bastante pelagem podem sentir frio. Por isso, é importante que tenham um local protegido do vento, da chuva e da umidade para descansar. Camas elevadas do chão, mantas e cobertores ajudam a manter o animal aquecido. Pets que vivem em áreas externas devem ter abrigo fechado, seco e protegido.

Em alguns casos, o uso de roupinhas pode ajudar, principalmente para cães de pequeno porte, de pelo curto, filhotes, idosos ou com pouca gordura corporal. As roupas devem ser confortáveis, não apertar e devem ser retiradas para higiene da pele. A escovação dos pelos também é importante para evitar nós.
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Ela alerta que no inverno os banhos devem ser feitos com mais cuidado, sempre com água morna e em lugares protegidos do vento. A secagem completa é essencial, especialmente em animais com pelagem densa, para evitar problemas de pele e desconforto térmico.
O frio também favorece o aumento de doenças respiratórias, como gripes, traqueobronquite em cães e problemas respiratórios em gatos. Por isso, manter o calendário vacinal atualizado é uma forma importante de prevenção. E lembre-se: tosse, espirros frequentes, secreção nasal e apatia são sinais que devem ser avaliados por um médico-veterinário.
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Alguns pets podem apresentar aumento do apetite no frio, porque o organismo gasta mais energia para manter a temperatura corporal. Mesmo assim, é importante manter uma alimentação equilibrada para evitar ganho de peso. A hidratação também precisa ser estimulada, garantindo água limpa e fresca sempre disponível.
Quanto aos passeios, eles continuam sendo importantes, mas o ideal é realizá-los nos horários mais quentes do dia. Mas, se o clima for seco, pode causar ressecamento da pele, e em alguns casos podem ser indicados produtos hidratantes específicos para pets. Além disso, o controle de pulgas e carrapatos deve ser mantido durante todo o ano. Por fim, mudanças no comportamento do animal, como tremores, falta de apetite, apatia ou dificuldade para respirar, devem ser observadas e avaliadas por um médico-veterinário.
“Com cuidados simples e atenção à rotina, é possível garantir conforto, saúde e qualidade de vida para os pets durante o outono e o inverno. Afinal, proteger os animais das mudanças de estação também faz parte da responsabilidade e do carinho de quem cuida deles”, conclui Patrícia.
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