Desde 2010, uma resolução emitida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), através de lei federal, estabelece que só podem ingressar no ensino fundamental crianças que completam seis anos até o dia 31 de março do ano a ser cursado. A norma, que no início de sua aplicação em Santa Cruz do Sul enfrentou maior resistência dos pais, passa agora por um momento de “aceitação”, conforme constata a Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Smec). Segundo a supervisora escolar da pasta, Maria Cristina Conrad, a maior ansiedade entre os pais que questionam a regra, diz respeito ao temor de a criança “perder” tempo ao ter que permanecer por mais um ano na educação infantil. Em função desta preocupação, há casos em que são encaminhados pedidos à Justiça com o objetivo de obter liminares autorizando a matrícula de estudantes com idade inferior.
No que tange às escolas do município, apenas uma ação judicial foi encaminhada em 2014. Já os números de solicitações registradas em escolas estaduais da área de abrangência da Coordenadoria Regional de Educação (6ª CRE) chegam a cinco. A tentativa de antecipar o ingresso na escola preocupa profissionais da área da educação. Conforme o coordenador da 6ª CRE, Luiz Ricardo Pinho de Moura, é preciso respeitar as fases da criança para que não lhe falte competências no decorrer da vida escolar. “Não podemos apressar a vida dos pequenos. Pedagogicamente, eles têm os seus períodos e, antes dos seis anos, precisam viver o lúdico e a brincadeira”, comenta.
Esperar teria sido o melhor, admite mãe
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Com seis anos completados em 21 de janeiro, Kelvin Eduardo Kist frequenta o ensino fundamental desde o início do semestre na Escola Estadual Petituba, em Santa Cruz do Sul. Embora esteja de acordo com a idade estabelecida pela norma, o aluno enfrenta dificuldades para acompanhar a turma no primeiro ano de alfabetização. Conforme avalia a mãe, Anelie Schoenherr, dentre os motivos para o ritmo mais lento de Kelvin está o fato de ele ainda preferir as brincadeiras do que a sala de aula. “Acredito que se tivéssemos esperado mais um ano, ele entenderia melhor que a aula é um momento de estudo em que ele deve se concentrar”, comenta. Mesmo apresentando evoluções ao longo dos meses com o auxílio da mãe nos temas de casa e através de reforço escolar, o pequeno, segundo Anelie, ainda apresenta comportamento agitado, principalmente após o recreio.
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