“Nós chegamos no abismo.” Assim o prefeito Sérgio Moraes definiu a situação do mercado de trabalho em Santa Cruz do Sul, relacionado à escassez de mão de obra. Ele fez essa afirmação na tarde dessa quarta-feira, 11, em reunião no Palacinho com a presença de diversas entidades empresariais e representantes de instituições de ensino. A pedido da Associação Comercial e Industrial (ACI), o grupo debateu soluções para o tema que também tem refletido no cenário econômico.
Embora o problema seja uma realidade que afeta empresas em todo o mundo, no município há demandas em diferentes segmentos, mas faltam trabalhadores. Segundo o presidente da ACI, Marco Borba, “a ideia é encontrar uma solução e não um culpado para o problema”.
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A partir dos aspectos apresentados na reunião, o grupo espera buscar subsídios para compreender o cenário e, desse modo, desenvolver projetos ou novas ações que possam reverter ou minimizar o quadro.
Na ocasião, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Sindigêneros) dos Vales do Rio Pardo e Taquari, Celso Müller, destacou a abertura de oportunidades para idosos.
“Percebemos que eles querem e precisam trabalhar, e ainda são comprometidos com suas atividades.”
Já a vice-reitora da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Andréia Valim, salientou a importância de investimentos na educação básica, além de trazer questionamentos importantes. “Como a gente sensibiliza quem quer trabalhar? Precisamos compreender o que as pessoas esperam do mundo do trabalho.”
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O prefeito Sérgio Moraes acredita que o cenário atual é reflexo de diversos fatores, envolvendo questões geracionais e políticas do governo federal, entre outros elementos. “Existe hoje um processo que desmotiva as pessoas a trabalhar. Precisamos investir em educação, conscientização, focar nos jovens e avaliar salários melhores. A pesquisa é o caminho ideal e o primeiro passo que iremos dar”, afirmou.
Atração de imigrantes e programas de capacitação
No decorrer do encontro, os participantes levantaram diferentes questionamentos em busca de soluções para o cenário. Atração de imigrantes, crescimento no número de microempresas individuais (MEIs) e programas de capacitação desenvolvidos em Santa Cruz do Sul e outros municípios foram alguns dos aspectos levantados.
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Segundo Marco Borba, presidente da ACI, há também uma preocupação com o futuro. “O empresário não pode parar de produzir. E como não há pessoal para trabalhar, muitos estão recorrendo à robotização. Meu receio é que no futuro, quando as pessoas se derem conta e quiserem trabalhar, o posto já vai estar sendo ocupado por um robô.”

A partir da reunião que, segundo Borba, “superou as expectativas”, será realizada pesquisa, por meio da Unisc, para que o cenário possa ser compreendido em sua totalidade. “Depois que descobrirmos o que está acontecendo e por que está acontecendo, vamos nos reunir novamente e tentar achar uma solução para trabalhar esse problema.” Para isso, serão formados grupos estratégicos e operacionais. “Não adianta ficarmos só no discurso. Precisamos agir”, ressaltou.
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