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Papo aberto

“Eu fui ao inferno e voltei”, diz Biéli

Foto: Emanuelle Dal-Ri



Quem olha para o presidente da Câmara de Vereadores de Sobradinho, o vereador Gabriel Umberto de Souza (PT), 42 anos, não pode imaginar os episódios de sofrimento, angústia e ansiedade pelos quais passou; com vários quilos a mais, ele parece estar recuperado para voltar no dia 28 de agosto, data em que encerra seu afastamento do cargo no Legislativo, à ativa no parlamento municipal.
 
Ele falou abertamente sobre seus problemas, falhas e, sobretudo, do encontro que está tendo consigo. “Fui ao inferno e voltei”, disse ele um dia depois de ter saído do hospital em Segredo. Todo o ”turbilhão psicológico” teve início no polêmico 1º de janeiro de 2013, quando precisou decidir quem seria o prefeito de Sobradinho. Durante aquele ano trabalhou com inúmeros pleitos. Em 2014, quando assumiu a presidência da Câmara, passou a trabalhar ainda mais.
 
Qual era a válvula de escape? a resposta para essa pergunta foi respondida sem constrangimento, afinal Biéli afirma que é, apenas, um ser humano e que portanto tem muitas falhas. “Eu usava como bengalas a droga e o álcool para tentar amenizar a minha ansiedade em fazer tudo o que eu havia me comprometido”, comenta.
 
 “Duvido que alguém atente contra a própria vida por vontade”, destaca. Durante uma crise, foi levado ao Hospital Dr. Homero de Lima Menezes, onde permaneceu até ser transferido para o Hospital São João Evangelista, de Segredo. “Com a ajuda de todos eu me toquei que precisava me tratar e agora, além de voltar a minha luta pelos pleitos do município, vou cuidar da minha saúde mental e física”, comenta. Tratamento Gabriel está tomando medicamentos antidepressivos aliados ao tratamento psicológico, ambos de forma contínua. “Estou me sentindo muito bem. Vou trabalhar muito para fazer jus ao meu cargo de presidente da Câmara e terminar meu mandato com orgulho de ter ajudado Sobradinho. 
 
Volto, primeiramente, pelo respeito que tenho pelas pessoas”, comenta. Sobre uma possível candidatura à reeleição, Biéli foi taxativo: “Vou avaliar muito bem se ainda continuo na política. Nunca fui um político, e sim um cidadão que queria contribuir, com o conhecimento adquirido ao longo dos anos, com a minha cidade”, diz. Ele aproveitou a entrevista para agradecer ao Dr. Paulo Pereira, à enfermeira Helena Zasso, à direção dos Hospitais Dr. Homero e São João Evangelista, ao psicólogo Tiago Bernardy, enfermeiros Fernando e Janete, bem como a toda equipe das Casas de Saúde. “Um agradecimento especial primeiramente a Deus, que está me tirando aos poucos desse momento muito difícil, depois à minha família, amigos, aos funcionários e colegas da Câmara, além do prefeito Maninho Trevisan e o secretário de Saúde Nilo Wietzke”.
 
Daqui para frente, garante, só pede ao céu força para continuar lutando pelos desejos que têm. “Eu assumo meus erros e não faço demagogia. Busquei tratamento. Vivia adiando isso, mas agora é prioridade. Quando eu voltar à Câmara será de cabeça erguida, pois eu acredito que todas as pessoas erram, se arrependem e podem ter novas chances na vida”, afirma.

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