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Além da agricultura

Expedição Os Caminhos do Tabaco: jovens criam novo meio de diversificar

A agroindústria Flor de Mel virou opção de diversificação na propriedade para incrementar a renda com a fumicultura | Foto: Alan Toigo

O incentivo à diversificação tem tido resultados, sobretudo nas propriedades em que os mais jovens assumem o compromisso de ampliar a rentabilidade. Dois exemplos foram constatados em São Lourenço do Sul e Pelotas, na Região Sul.

Em Santo Antônio, segundo distrito de São Lourenço do Sul, o casal Lázaro Luís Stern Bubolz e Mariel Francine Iwen Bubolz, ambos com 36 anos, resolveu aproveitar a habilidade dela para a produção de pães, bolos e cucas, e criar a Agroindústria Flor de Mel.

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Eles dividem a casa com os pais dela, a avó e um tio. Pensando em criar um espaço só para eles, construíram estrutura e montaram primeiro a agroindústria, que tem conquistado clientes da localidade, servido eventos e garantido reposição para estabelecimentos comerciais. Depois vão erguer um segundo piso para sua moradia.

Nesta época a produção da Flor de Mel é reduzida, porque o casal está focado na colheita e trato com o tabaco. “Fica somente a minha mãe produzindo cucas, já que a receita é dela e para não parar totalmente, porque não há como fazer as duas coisas neste período”, diz Mariel.

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A dificuldade apontada se dá pelo fato de que Lázaro e Mariel atuam sozinhos na plantação, colheita e estufagem de 65 mil pés de tabaco.

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Ovinocultura é aposta de casal em Pelotas

A localidade de Costa do Arroio Grande fica a 60 quilômetros do centro de Pelotas. É lá que o casal Luís Guilherme Zarnott, de 30 anos, e Natália Bubolz Zarnott, 32, planta tabaco na propriedade histórica, que tem estrutura com mais de 80 anos.

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Em 2012, Luís restabeleceu o tabaco como principal fonte de renda, depois de um período de 12 anos com dedicação exclusiva ao leite. Os laticínios deixaram de fazer parte dos planos, porque não tinham como dar conta dos dois segmentos.

Como a área é grande – são 44 hectares – e somente 4,4 são destinados à fumicultura, o casal optou pela criação de ovelhas. O objetivo é produzir para corte. “Tem um grande mercado”, antecipa Luís. Ele reforça que há a necessidade de atenção para questões como a tosquia, que deve ser feita duas vezes ao ano, mas que é opção rentável.

Luís e Natália aderiram à ovinocultura | Foto: Alan Toigo

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