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SÃO JOÃO DO SUL

Expedição Os Caminhos da Tabaco: tecnologia aliada da gestão rural

Mateus e Patrícia conferem em uma planilha o controle de peso e a organização dos fardos do tabaco colhido pela família

A manutenção dos jovens no meio rural é quase sinônimo de que equipamentos tecnológicos passarão a fazer parte da propriedade. A partir de estudos ou pesquisas e exemplos bem-sucedidos, os produtores mais novos incentivam os pais a adotar esses mecanismos, que fazem o trabalho ser mais rápido e menos pesado.

Um dos exemplos de que essa mudança é possível e dá resultado é o da família Filasco, em São João do Sul, em Santa Catarina. Um de dois irmãos, Mateus Bauer Filasco, de 27 anos, casou-se com Patrícia Oliveira Pereira, 34, e tem motivado a aquisição de implementos. Somente em 2022 foram cinco novos, como a plantadeira e a adubadeira.

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Mas o que chama a atenção é o modelo adotado para o armazenamento e o controle do tabaco colhido e tratado. Mateus sugeriu a utilização de paletes, com a acomodação dos fardos em cima. Cada um ganha um identificador, que é cadastrado em planilha no notebook. Assim, o produtor sabe quanto pesa e qual a qualidade daquele material que será enviado para a integradora.

“Antes era tudo muito difícil. Eu ajudava a tecer o tabaco e carregava para a estufa”, recorda a mãe de Mateus, Terezinha Bauer Filasco. Na atual safra, que já foi colhida e em parte negociada, a família plantou 120 mil pés e contou com dois contratados.

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Tabaco é opção por usar menos agrotóxico

Na localidade de Bela Vista, em Santa Rosa do Sul, Santa Catarina, a família de Willian da Cunha Bitencourt, 29 anos, optou por deixar o cultivo do maracujá – fruta que tem grande produção na região – porque demandava aplicação de grande quantidade de defensivos agrícolas.

O tabaco tem o estigma de precisar de muitas aplicações, mas o fato é que fica bem abaixo de muitos produtos que acabam na mesa dos brasileiros. Assim, Willian e a esposa Gislaine Teixeira Luiz Bitencourt dão sequência ao trabalho do pai José Emanuel Luiz Bitencourt e da mãe Maria Alice.

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A área de Willian, com três hectares, mais os cinco que arrenda de um tio, também permite a produção de milho (para alimentos dos animais) e mandioca, que será vendida para moinho, além de possibilitar rodízio com o tabaco.

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