A propriedade rural é uma indústria a céu aberto. Esse conceito tem ganhado cada vez mais adeptos e passado a fazer parte do cotidiano dos produtores. Assim, além de pensar em época e técnicas para o plantio e a colheita e de torcer para que o clima ajude, os integrantes do setor primário devem ter boa noção de gestão.
Como ocorre nas empresas tradicionais, enquanto se trabalha para aumentar a receita, é importante também agir para reduzir as despesas. As ideias inovadoras, com base nas técnicas de ESG (sigla em inglês para critérios ambientais, sociais e de governança), viram um desafio para os produtores.
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Na localidade de Cerro Canhadão, interior de Irati, no Paraná, a família Specht dá exemplo de que é possível aumentar a rentabilidade, com base na redução de custos, além do cuidado com a lavoura. O pai Ademar Edison Specht e o filho Edson Matias Specht colocam a mão na massa e criam implementos, além de montar estruturas como a cobertura metálica do galpão.
Ao se desafiarem, conseguiram uma redução superior a 40% nos custos. Esse recurso economizado pode virar mais insumos ou equipamentos, para incrementar o potencial de rentabilidade da propriedade. Mas essa técnica funciona porque ambos trabalham com a mente aberta, cientes de que, eventualmente, a boa ideia pode vir do outro. Apresentam as opiniões, colocam no papel e observam o que pode ser mais interessante.
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Exemplo positivo de sucessão rural no tabaco
Os Specht atuam na propriedade desde 2003. O tabaco tem sido o carro-chefe, que garante a lucratividade para implementar outros cultivares. Exemplo disso são a soja e o milho safrinha. Começaram com os pais, Ademar e Luíza, tendo continuidade com o filho Edson. A filha mais velha do casal também planta tabaco, mas em outra área.
Edson casou-se com Jaqueline. Ele tem 22 anos e ela fez 20 na segunda-feira, 9. Ambos já construíram uma casa confortável ao lado dos pais do jovem e têm dado sequência ao trabalho. Dedicam-se e os resultados aparecem em mais estrutura e qualidade de vida.
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O bom exemplo parece que tem sido acompanhado por outros tantos na localidade. Segundo o produtor, entre 60% e 80% de seus colegas de aula no Ensino Médio, continuam na produção rural, em especial no tabaco.
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