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Exposição fotográfica dá espaço à identidade negra

Para marcar o Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, a Escola Estadual de Educação Infantil Nossa Senhora de Fátima, no Bairro Margarida, realizou um ensaio fotográfico que estará exposto no educandário até o final desta semana. Sob o comando da professora de artes e educação física Roselaine Alves Corrêa, os alunos do 9ª ano foram responsáveis por registrar o retrato de colegas negros como forma de trabalhar a identidade racial e empoderar esses jovens. Além de estudantes de todas as turmas da escola, também participaram como modelos alguns pais e ex-alunos que residem na comunidade. 

A ideia, conforme Roselaine, surgiu como uma alternativa para a forma com que usualmente essa temática é trabalhada com as crianças. “Sempre se traz a questão histórica, fala-se sobre escravidão e personagens do passado. Dessa vez, nós optamos por focar na realidade e nas vivências dos próprios alunos”, explicou. A opção de participar ou não das fotografias ficou a critério dos estudantes. Questionados sobre suas etnias, eles responderam se consideravam-se negros ou não e também se gostariam de ser fotografados como tais. “Eles opinaram durante todo o processo, porque tinham que se sentir bonitos e empoderados nas fotos.” 

Para Bruna de Souza, uma das fotógrafas da turma, o trabalho foi muito importante. “É legal falar sobre isso porque, independente da cor de cada um, todas as pessoas são iguais.” Assim como para a maioria dos colegas, esse foi o primeiro contato dela com o lado mais profissional da fotografia. Inicialmente, a ideia era que os alunos usassem o próprio celular mas, como Roselaine já cursou fotografia, optou por emprestar suas câmeras e repassar as técnicas aprendidas.

“Trabalhamos enquadramento, profundidade de campo e também com algumas referências de retratos”, explicou ela. A questão da identidade negra ainda foi trabalhada em sala de aula, com a exibição do filme francês Chocolate, sobre a história de um negro ex-escravo que se tornou celebridade do entretenimento na França do século 19.

Além dos muros da escola

Contente com o resultado do projeto, a vice-diretora da EEEF Nossa Senhora de Fátima, Lucinéia Gewehr Goettems, pensa em levar as fotografias para fora da escola. O objetivo é expor as imagens em centros culturais ou até mesmo na 6ª Coordenadoria Regional de Educação, para que mais pessoas possam ter acesso. “Estamos orgulhosas, acredito que muitos ficariam surpresos com o resultado que os alunos alcançaram”, ressaltou.

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