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Fentitabaco quer inclusão de trabalhadores em decisões

Líderes reforçaram em Brasília a importância econômica e social do segmento. Foto: Nascimento MKT/Divulgação

Representantes dos trabalhadores da indústria do tabaco, liderados pela Fentitabaco, reuniram-se nessa terça-feira, 7, com integrantes da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Brasília. O encontro debateu a necessidade de ampliar a participação da categoria nas decisões que impactam diretamente a atividade, especialmente no âmbito de políticas públicas e regulamentações trabalhistas.

Os líderes reforçaram a importância econômica e social do segmento e destacaram a organização da cadeia produtiva, além da estrutura de atendimento oferecida aos profissionais. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Stifa), Éder Rodrigues, ressaltou o papel das entidades na promoção de qualidade de vida.

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“Somos o maior sindicato da categoria e não oferecemos apenas negociação aos representados, mas também serviços e atendimento, com mais de 3,5 mil consultas médicas por ano, entre outras ações”, afirmou. Segundo Rodrigues, a presença na agenda também teve como objetivo demonstrar o nível de profissionalismo do setor.

A condução das falas por parte do MTE foi feita pelo secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Henrique Lopes. Ele apresentou os fluxos para participação em instâncias nacionais e internacionais. Destacou que o acesso a esses espaços segue trâmites específicos e, em muitos casos, ocorre por meio de representações internacionais de trabalhadores. “O ministério está de portas abertas e buscando atender da melhor forma possível, dentro dos caminhos institucionais”, frisou.

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O presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon, enfatizou a urgência de incluir os operários nas discussões. “Não estamos aqui para tratar de saúde pública, mas sim das condições de trabalho dentro de uma cadeia produtiva legal, estruturada e que gera milhares de empregos.” Marcon também defendeu a criação de um canal permanente de diálogo. “Buscamos a intermediação da pasta para ingressar nesses fóruns e criar um ponto focal que represente os trabalhadores.”

Ainda de acordo com o dirigente, a realidade da produção de tabaco no Sul do País nem sempre é compreendida em âmbito nacional. “Nos três estados da região, essa cadeia é reconhecida, mas em outras partes do Brasil, essa realidade é desconhecida”, observou.

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Marcon também chamou a atenção para os impactos de decisões tributárias recentes. “Fomos surpreendidos com o reajuste da alíquota do IPI sobre o cigarro, o que pode afetar o emprego formal e ampliar o mercado ilegal, com reflexos econômicos e na saúde pública.”

Participação internacional

Outro ponto destacado no encontro foi a necessidade de inserção dos profissionais em debates globais. “Buscamos apoio para integrar as delegações brasileiras nas conferências da Organização Internacional do Trabalho (OIT) previstas para 2026 e 2027. Atualmente, a categoria não ocupa esses espaços”, acrescentou Rangel Marcon.

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Como encaminhamento, ficou definida a articulação de uma reunião no Rio Grande do Sul com a presença do auditor-fiscal do trabalho Rudi Alan Silva da Silva. Apontado como ponto focal do ministério na região, Silva possui experiência em fóruns do setor e terá a missão de aprofundar o diálogo regional, estabelecendo um canal direto entre a base laboral e a estrutura do MTE.

Segundo o secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Henrique Lopes, a atuação desse interlocutor local deve facilitar a aproximação com os debates internacionais. “O auditor pode servir de ponte para o diálogo com a OIT, especialmente considerando os encontros agendados para os próximos dois anos em Genebra, na Suíça.”

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