Não, não é o Ano Novo do cavalo de fogo, de número 4.722, comemorado na China. É o ano de 2026 que, passado o Carnaval, começou efetivamente no último dia 18.
Há mais de 20 anos, o visionário e empresário santa-cruzense João Dick já criticava a ideia vigente de que o ano novo só começa depois do Carnaval. Dizia ele que o ano novo começa mesmo em 1° de janeiro, claro, com algumas dificuldades e restrições até o Carnaval, principalmente em decorrência de férias de profissionais, mas que não impedem que as atividades e os negócios se desenvolvam. Afinal, nesse período, ninguém deixa de ir ao supermercado, abastecer o carro, andar de ônibus ou de aplicativo, tomar um chope à tardinha e tantas outras coisas.
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Mas muitas pessoas ainda acreditam e dizem que o ano novo só começa mesmo depois do Carnaval. O tempo entre o 1º de janeiro e o Carnaval pode ser usado para “recuperação dos excessos emocionais, encontros familiares, festas, gastos, frustrações e comparações”, conforme escreveu a psicóloga Gisele Severo em seu artigo Por que ano só começa depois do Carnaval, publicado no Portal Gaz em 18/02/2026. Sim, pode ser um tempo de recuperação, em que as coisas andam em ritmo mais lento, mas não deixam de acontecer. Talvez as pessoas usem esse velho argumento para procrastinar, para “empurrar com a barriga” aquelas coisas importantes que deveriam ter sido feitas desde 1º de janeiro ou, o mais tardar, 2 de janeiro.
Após as festas do Natal, Ano Novo e o recente Carnaval, o acúmulo de contas extras com compras de presentes, festas de fim de ano, férias, viagens e outros gastos, esse período do ano costuma ser complicado para milhões de brasileiros. Previstas no orçamento ou não, essas despesas fazem parte da vida cotidiana e se repetem todos os anos. No Brasil, saber administrar esse turbilhão de contas pode ser um desafio para grande parcela da população. De acordo com uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito Brasil (SPC), 46% dos brasileiros não sabem gerir as finanças.
É comum que as pessoas façam planos profissionais e definam metas financeiras para o ano novo, como, por exemplo, começar um negócio e colocar as finanças pessoais ou familiares em ordem. Entretanto, com a chegada, de fato, do início do ano, muitas vezes, essas metas são deixadas para amanhã, para semana que vem, para depois do carnaval… Até que são esquecidas completamente. O nome disso é procrastinação, que significa o adiamento de uma tarefa.
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Na área financeira, a procrastinação pode ser desastrosa para o orçamento, favorecendo o surgimento de dívidas. Afinal, sem organização, fica mais fácil esquecer de pagar alguma conta ou acumular dívidas por não saber, exatamente, quanto já gastou durante o mês e com quanto pode contar.
Muita gente diz que não consegue realizar determinadas ações porque não tem dinheiro para isso, apesar de nem saber direito quanto ganha ou quanto gasta. Entretanto, há quem, mesmo tendo um orçamento apertado, consegue realizar aos poucos muitos dos seu sonhos.
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Passado o Carnaval, existindo problemas na área financeira, o primeiro passo para começar a planejar as finanças é conhecer exatamente seus ganhos e gastos. Para isso é preciso fazer um diagnóstico da situação, apurando o patrimônio disponível, as dívidas, as receitas líquidas e todos os gastos. Durante 30 ou 60 dias, anotar todas as despesas realizadas, mesmo que não tenha havido desembolso. Com este levantamento, é possível ver a realidade financeira pessoal ou familiar e, mais do que isso, diminuir, substituir ou eliminar itens, sem qualquer perda no padrão de vida dos integrantes.
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Qualquer tipo de planejamento dá trabalho. Seja para cuidar de si mesmo, da casa, do emprego, dos filhos ou pais. Quando o assunto é o planejamento financeiro, a exigência pode ser considerada alta. A maioria das pessoas não dedica o tempo necessário para tomar as melhores decisões financeiras. É que a relação com finanças nem sempre está em primeiro lugar nas prioridades das pessoas. Seja por falta de conhecimento sobre o assunto ou por simples preguiça.
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Diferentes de outros temas, não se pode “escolher” lidar com o dinheiro ou não. Alguém pode escolher, por exemplo, se vai aprender a tocar violão ou dançar, ou não, sem maiores consequências. Mas não pode escolher se vai lidar com o dinheiro em sua vida. A educação financeira pode ajudar a pessoa a enxergar que a vida financeira faz parte da experiência humana, quer se queira, quer não. Entender isso é um convite à ação para saber usar o dinheiro como uma ferramenta para potencializar a vida e realizar sonhos.
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