Estamos em 2026. Os dias do novo ano já vão se sucedendo, um após outro. Seria hora, então, de rever as anotações ou de recuperar da memória os desejos ou as promessas realizadas na recente passagem de ano. Infelizmente, na maioria das vezes, as pessoas fazem “resoluções de ano novo”, porque isso faz parte das convenções sociais. Muitas vezes, as pessoas estipulam algumas metas para se sentirem inseridas e até por perceberem que realmente convivem com alguns problemas e gostariam de resolvê-los.Mas, dentre as promessas que as pessoas dificilmente cumprem ou quebram, repetem-se:
- “Nunca mais vou Beber”: nosso cérebro odeia o “nunca mais”, por isso é melhor ter consciência do mal que a bebida pode causar e diminuir a dose; se for caso de dependência, a recomendação é procurar ajuda profissional.
- “Vou emagrecer”: como todo regime começa na “próxima segunda-feira”, a dieta é quase sempre postergada.
- “Farei academia sem falta”: a promessa quase sempre começa a perder força nas primeiras semanas, não cabendo na agenda diária.
- “No dia 31 de dezembro, vou fumar o último cigarro”: a pessoa fuma mais que o habitual para “compensar“ os cigarros que não vai mais fumar, a partir da data determinada.
- “Vou mudar de emprego”: na volta ao trabalho, retornam a rotina, os compromissos e a acomodação ao bom e velho emprego.
- “Vou guardar todo o dinheiro que sobrar depois das contas pagas”: depois da gastança do fim do ano, muita gente faz essa promessa para dar uma satisfação a si própria, na esperança de que vai conseguir sair do sufoco em pouco tempo.
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Início ano é tempo de planos novos e aquela sensação de que “agora vai”. Mas, estudos mostram que 80% das pessoas abandonam suas resoluções antes de fevereiro. O que começa com motivação acaba virando frustração. O problema nem sempre é falta de vontade, nem preguiça ou indisciplina. De acordo com a psicóloga e neurocientista Ana claudia Zani, o cérebro humano prefere caminhos já conhecidos. Mesmo hábitos ruins parecem mais confortáveis do que ter que criar uma nova rotina que exige tempo, repetição e constância.
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Outros fatores que também jogam contra as promessas são o otimismo exagerado (superestimar a própria capacidade de mudança) e o excesso de objetivos ou objetivos muito vagos (entrar em forma, por exemplo, sem especificar o que vai fazer para isso).
Falando racionalmente, o dia 1 de janeiro não deveria ser melhor que nenhum outro dia do ano para fazer uma mudança de vida. Entretanto, pesquisas recentes indicam que é motivador aproveitar o início do Ano Novo para promover uma mudança na vida.Outros eventos importantes também podem ser um marco divisório na vida das pessoas, criando a sensação de que começou algo novo, como o primeiro emprego, o dia da formatura em algum curso superior, o casamento, o nascimento de um filho e outros fatos marcantes.
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Antes que a empolgação inicial do Ano Novo e o desejo de um futuro melhor ou mais produtivo percam força, listar os desejos e as promessas de Ano Novo e torná-las conscientes. Um desejo ou promessa pode ser algo momentâneo, mas torná-los conscientes representam um compromisso de longo prazo, sustentado por ações consistentes e deliberadas.
Para transformar desejos e promessas, tornados conscientes, em resultados reais:
- saber que mudar hábitos é difícil: além de bastante esforço, requer algum tempo ;
- estabelecer objetivos realistas: não tão fáceis de serem realizados, nem tão difíceis, resultando em frustração por não serem alcançados;
- dividir o objetivo em metas menores: se o objetivo é poupar R$ 10.000 até o fim do ano, dividir esse valor em aportes mensais;
- identificar e trabalhar hábitos-chave que permitam benefícios em cascata: além de gerar benefícios para a saúde, a rotina regular de exercícios físicos pode melhorar o sono e aumentar a disposição e o foco;
- praticar: a força de vontade não aparece simplesmente na vida da pessoa e a inspira a fazer o que deve ser feito, mas algo que precisa ser praticado;
- usar métricas: criar maneiras para medir o progresso e manter-se no caminho certo.
Com relação às finanças, iniciar o ano com um diagnóstico da situação, apurando o patrimônio disponível, as dívidas, os rendimentos líquidos e todos os gastos. Durante 30 ou 60 dias, anotar todos os desembolsos realizados; ao final do período, já é possível ver a realidade financeira pessoal ou familiar, sugerindo diminuir, substituir ou eliminar despesas, sem qualquer perda no padrão de vida pessoal ou familiar.
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Com base nos números do diagnóstico financeiro, partir para o planejamento, elaborando um orçamento doméstico. A metodologia inovadora da DSOP Educação Financeira prevê Receitas (-) valor para a independência financeira (plano de previdência privada ou outros investimentos) (- ) valor para a realização de sonhos (-) prestações de dívidas (-) reserva financeira (-) valor para gastos discricionários – com lazer, por exemplo (= ) valor para demais gastos. Ao final de cada mês, comparar os gastos realizados com os valores orçados para identificar diferenças e analisar os motivos, fazendo as necessárias correções ou ajustes.
É uma metodologia diferente de outras, como a regra simplista do 50 (gastos fixos e essenciais), 30 ( gastos variáveis e estilo de vida) e 20 (prioridades financeiras), considerada ideal por muitos especialistas, mas que ignora as particularidades da vida de cada um e de cada família.
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Por fim, a ansiedade pode atrapalhar o cumprimento dos objetivos para 2026, pois tende a manter a mente no futuro em vez do presente. Para combatê-la comemorar cada avanço, mesmo que pequeno, e encontrar satisfação no processo, e não apenas no resultado final. Assumir a educação financeira que prevê a mudança do comportamento e de hábitos financeiros. E o mais importante: não diminuir os sonhos e desejos.
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