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Santa Cruz

Galo tem novo presidente no Conselho Deliberativo

A temporada de 2015 do Futebol Clube Santa Cruz foi uma das mais difíceis em seus 102 anos de história. Com orçamento enxuto e elenco jovem, o clube fez uma péssima campanha na Série A2 do Campeonato Gaúcho, escapando do rebaixamento à Série B somente na última rodada. Para 2016, a promessa é reerguer o Galo, segundo o novo presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Roberto Jucá, que foi aclamado, junto com o vice Décio Gassen, para um mandato de um ano.

Ele recorda que o momento atual é semelhante a 1993, quando presidiu o Conselho pela primeira vez. Na ocasião, nenhum candidato se prontificou para assumir o cargo. “É algo assemelhado. Não com tanta dramaticidade como foi no passado, porque hoje a nossa situação é ainda melhor. Todas as dívidas poderão ser resolvidas a curto prazo”, observou Jucá, que substituiu Léo Schwingel. O novo presidente disse que aceitou o desafio porque acredita ter condições de trazer novamente apoiadores para dentro do clube. “Muitos conselheiros não comparecem mais. Há um abandono. Vamos dar o nosso máximo empenho para que eles voltem, porque ninguém consegue fazer nada sozinho e o Galo, mais do que nunca, precisa da união de todos para que consiga passar esse período difícil”, sublinhou.

Antes de convocar uma eleição para a renovação da nova direção executiva, Jucá pretende colocar a casa em ordem. “Atualmente, em torno de 50 (conselheiros) cumprem com suas obrigações. Penso que através de articulações políticas, de convencimento, apaziguamento, aproximação, a gente volte a trazer um grupo de trabalho, de abnegados, porque futebol em Santa Cruz é coisa de abnegado. Vai ser um esforço muito grande, mas tenho certeza de que vamos sair da crise”, enfatizou.

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Em razão de dificuldades financeiras e de divisões no Conselho – uns querendo e outros não –, o Santa Cruz quase não disputou a Divisão de Acesso. “Quando a gente está fragilizado, a saída mais fácil é desistir da luta. Isso nós não queremos que aconteça. Mudanças importantes devem ser realizadas, e sabemos que os resultados serão a médio e longo prazos. Ninguém vai prometer, com o presidente atual (Tiago Rech) ou com o futuro, que estaremos na primeira divisão em breve. Primeiro temos que organizar a casa. Tem muita coisa interna que precisa ser resolvida. Sem um grupo de trabalho, não se sai desse atoleiro”, frisou.

O QUE MAIS ELE DISSE

Comprometimento com o clube

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“Tem que ter entusiasmo, tem que ter vontade, e isso não vai faltar pra mim e para o Décio (Gassen, vice do Conselho Deliberativo). Essa é a nossa missão e nós pretendemos transferir nosso comprometimento com o clube para outros, para que retornem e novos que surjam. Sem esse esforço coletivo nós não vamos sair, até porque o momento político e econômico é complicado. Sempre tivemos dificuldades em patrocínios, vão ficar piores, mas temos que achar alternativas. Isso eu não tenho a resposta, não tenho a mágica, só com trabalho e várias discussões internas com pessoas que tenham o real interesse de reerguer o Galo. O Tiago Rech (presidente) está praticamente em uma situação solitária. Ele precisa de um grupo de sustentação, e acho que podemos ajudá-lo.” 

Nova força no futebol

“Já tivemos no passado também momentos de crise que atingiram os dois clubes. Parece que elas vem de 30 em 30 anos. Na década de 70 tivemos essa dificuldade, por isso houve a tentativa e a ideia da fusão em uma única força, um clube de grandeza que representasse a cidade à altura no cenário futebolístico. Não teve sucesso. Essa experiência foi de 1973 a 1978. O assunto não tem sido discutido em reuniões internas do clube, não percebo uma sensibilização com esse objetivo. Acho que  o clube vai manter a sua identidade, assim como o Avenida deve manter a sua. Achamos que essa rivalidade é saudável para a cidade. Nosso foco é o reerguimento do Galo, isso que queremos. Agora, outras alternativas em que os clubes possam trabalhar em parceria, para que consigam sair dessas situações, é bem-vinda. Se podemos sentar e discutir, acho que é viável.

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