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REDE DE PROTEÇÃO

Gazeta vai lançar campanha pelo fim da violência contra a mulher

Nos três primeiros meses de 2026, mais de 20 mulheres foram vítimas de feminicídio no Rio Grande do Sul. Elas e inúmeras outras gaúchas perderam a vida por um crime que, muitas vezes, se manifesta em pequenas atitudes em um primeiro momento.

A violência doméstica pode ser física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Pode se manifestar em falas, gestos e ações. Ao perceber os sinais, muitas mulheres hesitam em denunciar, por medo – às vezes, de inverdades contadas pelos agressores. Por isso, é crucial que entendam seus direitos e saibam como denunciar.

Como um espaço jornalístico de grande alcance no Vale do Rio Pardo, a Gazeta Grupo de Comunicações vai utilizar suas plataformas para divulgar amplamente o tema. O objetivo é que a informação chegue por meio do rádio, do jornal e do portal de notícias para as mulheres vítimas de violência doméstica e qualquer tipo de agressão.

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A campanha “Por elas. Pela vida. Um basta à violência contra as mulheres” chega para intensificar a presença de conteúdos em forma de serviço para a comunidade. Segundo o gestor comercial da Gazeta Grupo de Comunicações, Lau Ferreira, o projeto surge como uma tentativa de resposta aos frequentes casos de violência e feminicídio. “Não podemos deixar que mais casos continuem acontecendo sem se ter um movimento de reflexão. Então, o intuito é trazer a discussão à tona, diariamente, sobre o comportamento inadequado da sociedade perante as mulheres”, explica.

A iniciativa será oficialmente lançada na próxima edição do Happy Hour Gerir, no dia 31 de março. O evento vai trazer autoridades e pessoas ligadas à sociedade que atuam na manutenção dos direitos das mulheres. Iniciativa da Gazeta Grupo de Comunicações, o Gerir é realizado em formato de happy hour para debater assuntos de repercussão em Santa Cruz do Sul e da região.

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A campanha visa levar a informação de forma ativa para dentro das casas e dos ambientes de trabalho. O conteúdo busca informar as vítimas, mas também conscientizar familiares, amigos e colegas de trabalho que as cercam e que podem ser o ponto crucial no combate à violência doméstica. “É importante fazer com que as pessoas, dentro de seus ambientes de trabalho, enxerguem como alguém pode estar se comportando inadequadamente com uma mulher e que possam compreender de que forma ajudar”, salienta.

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Por meio do auxílio de psicólogas, psiquiatras, advogadas e outros profissionais, a campanha vai abordar conteúdos acerca dos direitos das mulheres, boas condutas para homens e apoio psicológico, entre outros.

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Santa Cruz como referência em ações

A Gazeta Grupo de Comunicações soma esforços para a luta contra a violência doméstica. Em Santa Cruz, a rede é composta por diversos órgãos, com ações eficazes de proteção.

No município, mais de 390 ocorrências pelo crime já foram registradas em 2026. A Polícia Civil possui local especializado para atendimento das vítimas, na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).

O ambiente é diferenciado, graças à parceria com as Amigas da Deam, um grupo de empresárias que contribui mensalmente com suporte financeiro. O projeto já possibilitou diversas aquisições para humanizar o local.

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Outras iniciativas também contribuem para o suporte, como a Patrulha Maria da Penha, da Brigada Militar, que acompanha a situação de mulheres que solicitaram medidas protetivas.

Já os espaços de acolhimento e com instruções para vítimas estão espalhados pela cidade: além da delegacia, é possível fazer a denúncia na Sala das Rosas, na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), e na Procuradoria da Mulher, localizada na Câmara de Vereadores.

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Da mesma forma, o Corpo de Bombeiros e a Faculdade Dom Alberto também realizam ações de divulgação dos direitos envolvendo alunos e equipe. No judiciário, a Vara da Violência Doméstica permite maior agilidade nos processos envolvendo o crime.

Para a delegada Raquel Schneider, titular da Deam, a campanha da Gazeta Grupo de Comunicações intensifica a rede. “Quando um veículo de comunicação divulga informações de forma responsável, permite que mais pessoas reconheçam a violência, busquem ajuda e interrompam esse ciclo”, enfatiza.

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