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Governador do Estado cita obras na RSC-287 e defende concessões de rodovias em CPI

Foto: Rodrigo Assmann/Banco de Imagens

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, defendeu o modelo de concessões rodoviárias durante participação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pedágios, na tarde desta segunda-feira, 8, na Assembleia Legislativa. Ao responder questionamentos dos deputados, ele destacou obras em andamento na RSC-287, especialmente no trecho entre Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul, e afirmou que a concessão já apresenta resultados concretos.

Segundo Leite, a concessão da RSC-287 permitiu a execução de obras aguardadas há décadas. O governador citou duplicações já concluídas em Santa Cruz do Sul e em Tabaí, além das intervenções que seguem em andamento entre Venâncio Aires e Santa Cruz.

Obras no Vale do Rio Pardo

Ao defender os resultados obtidos até agora, Leite afirmou que as obras representam avanços que o Estado não teria condições de executar apenas com recursos próprios. “Nós já temos duplicações feitas em Santa Cruz do Sul, em Tabaí, obras que já estão em andamento entre Venâncio Aires e Santa Cruz”, destacou.

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O governador também afirmou que, até o final do próximo ano, as duas concessões já contratadas pelo Estado, como são os casos da Rota de Santa Maria e da Caminhos da Serra Gaúcha, deverão entregar mais duplicações. “Até o final do ano que vem apenas essas duas concessões vão ser capazes de entregar mais de 70 quilômetros de duplicação”, afirmou.

Críticas à CPI

Durante a audiência, Leite rebateu críticas feitas por integrantes da comissão e contestou manifestações de parlamentares contrários ao modelo de concessões.

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Segundo ele, é incorreto afirmar que não existem obras em execução ou que nenhuma duplicação foi entregue. “Dizer que não há duplicação nenhuma sendo entregue é mentira. Nós já entregamos duplicações e vão ser entregues até o final deste governo novos trechos”, declarou.

Mais adiante, ao voltar a falar sobre a RSC-287, o governador reforçou que as intervenções seguem em andamento no Vale do Rio Pardo. “A gente tem obras acontecendo entre Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul. Já entregamos duplicação em Santa Cruz e em Tabaí”, lembrou.

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Impacto das enchentes

Leite reconheceu que houve atraso em parte das obras previstas originalmente, mas atribuiu a situação aos efeitos das enchentes de 2024.

Conforme explicou, o cronograma sofreu um deslocamento estimado entre 12 e 15 meses devido à necessidade de recuperação da infraestrutura atingida pela calamidade. “De fato, tantas outras obras no plano original deveriam ter sido entregues neste ano e vão ser entregues no ano que vem”, observou.

Apesar disso, o governador argumentou que os investimentos seguem avançando e que os atrasos não comprometem os resultados previstos.

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Defesa das concessões

Ao longo do depoimento, Leite voltou a defender a ampliação das concessões rodoviárias no Rio Grande do Sul. Segundo ele, o Estado precisa de uma reestruturação ampla da infraestrutura viária e não possui capacidade financeira para executar sozinho os investimentos necessários. “Entendo que as concessões são o caminho que melhor entrega as obras que o gaúcho precisa”, afirmou.

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O governador também ressaltou que a duplicação de rodovias tem impacto direto na segurança dos usuários. “Toda hora vocês estão vendo notícias de colisões frontais que seriam evitáveis se essas rodovias já fossem duplicadas”, declarou.

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A CPI dos Pedágios foi criada para analisar os contratos de concessão já firmados e os projetos que ainda estão em fase de estruturação pelo governo estadual. Durante mais de duas horas de participação, Leite reafirmou que continuará defendendo as concessões até o fim do mandato e disse que considera a participação da iniciativa privada o caminho mais viável para ampliar os investimentos em infraestrutura no Estado.

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