O surto de febre amarela em Luanda, capital da Angola, que se espalhou para a República Democrática do Congo (RDC), Quênia e China, por enquanto, não apresenta emergencial internacional. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ressalta que a situação é grave e deve ser vigiada de perto. Em apenas quatro meses, foram registrado 2400 casos.
Dentre estes infectados, foram 300 mortes, destacando outro motivo para reforçar o alarme, pois esta taxa de mortalidade é alta. Os locais que recebem a maior atenção da OMS são em Angola e na capital congolesa, Kinshasa.
Fora da África, na China, os casos de febre amarela correspondem a trabalhadores que foram infectados em Angola e retornaram ao país com o vírus, que também é transmitido pelo Aedes aegypti.
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Mesmo sem emergência, o surto é um risco em nível nacional e internacional. Por isso, a OMS reforçará a vigilância perante a aparição de mais casos. A promoção de mobilizações das comunidades para prevenir a expansão da doença, junto com campanhas de vacinação reforçadas, são medidas a serem tomadas pela organização.
Pelo risco internacional, é imprecindível que os viajantes com destino ao continente africano – em especial à Angola e RDC – vacinem-se contra a febre amarela. Cientistas integrantes do comitê de emergência da OMS destacam a importância da verificação desta condição para quem viage.
“O risco da febre amarela se transforma, dependendo dos níveis de urbanização e da mobilidade das populações”, declarou o diretor-executivo para emergência sanitárias da OMS, Bruce Aylward, à imprensa, ao informar oo resultado da reunião do comitê de emergência da OMS.
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