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RUMO AOS 101

Helena: a força feminina que inspira a história de muita gente

Foto: Rodrigo Assmann

No portão em frente à casa onde mora com a mãe, a aposentada Maria Helena Werner Geller agradece pela oportunidade de viver ao lado de Helena Paulina Werner. “Cada dia é um presente”, diz, emocionada. Não é para menos. Em setembro de 2025, ela, os irmãos e mais uma porção de familiares e amigos celebraram os 100 anos da mulher cuja força e resiliência cativam admiradores por todos os cantos. 

Hoje, no conforto da sala de casa, na morada que firmou-se na década de 1960, Helena relembra trechos de uma trajetória que transformou milhares de vidas. É que, além da dedicação à família, a moradora de Santa Cruz do Sul acompanhou de perto a luta do marido, Harry Antonio Werner, pela fundação da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em 1955. Com o passar do tempo, aliás, não foi apenas a entidade que se tornou exemplo de sucesso. 

Mesmo que nos bastidores, Helena se firmou como a mulher que foi o amparo necessário para que os esforços prosperassem. E isso vai muito além da história da instituição. Seja no meio religioso, à frente dos empreendimentos da família ou nos cuidados com o lar, ela se tornou inspiração para uma legião, principalmente para aqueles que mais importam para ela: os filhos, que seguem celebrando a vida ao seu lado. 

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E basta perguntar a eles sobre a mãe para que palavras como “fé, força, orgulho e exemplo” se multipliquem. Isso tudo, é claro, fruto dos desafios enfrentados ao longo dos últimos 100 anos. Esse talento para lidar com as diferentes situações, incluindo as inúmeras perdas de entes queridos, faz com que Helena seja lembrada por muitos como “guerreira”. Entre os momentos difíceis, aliás, está a perda da filha Rejane Maria Werner, aos oito anos de idade.

“Deixa na mão de Deus” é a frase de dona Helena Paulina Werner

Hoje, em meio a jogos de paciência e criação de peças de crochê, a veterana também encontra alegria e entusiasmo ao participar de eventos de família, passeios por shoppings, entre outros eventos sociais. Em 2022, inclusive, ela esteve na Arena, em Porto Alegre, onde teve a oportunidade de acompanhar uma partida do seu time do coração, o Grêmio. “Ela não perde um jogo”, comenta a filha, Maria Helena.

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Tanta vitalidade e presença sempre foram marcas registradas de Helena Werner. Na localidade de Formosa, na época pertencente a Santa Cruz do Sul e hoje parte do município de Vale do Sol, era ela que tomava a frente da casa comercial da família, a partir do momento em que o marido deu início às tratativas para a fundação da Afubra. Em meio aos negócios, ela ainda gerenciava os cuidados com os filhos, a casa e a lavoura. A partir do maior envolvimento de Harry Werner na associação, a família mudou-se para Santa Cruz do Sul, em 1965. Hoje, ela reside no mesmo local onde tudo começou.

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A mãe pelo olhar dos filhos

Benício Albano Werner, 78 anos, segundo-tesoureiro da Afubra, residente em Santa Cruz: “Nossa mãe sempre foi guerreira, dando à luz dez filhos, criando-os com carinho e dedicação. Batalhadora, contribuiu com a manutenção e o atendimento dos clientes de nossa casa comercial. Prestimosa na Comunidade Católica de Formosa e, depois, na Santo Inácio, em Santa Cruz, inclusive nos corais. Mãe corajosa, cuidando de tudo enquanto o pai passava semanas fora trabalhando na Afubra.”

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Lenita Teresinha Werner Giordani,  73 anos, advogada aposentada, residente em Santa Cruz: “Cinco ou seis linhas é muito pouco para definir a mamãe Helena Paulina Werner, centenária. Posso dizer que ela é multifuncional. Fomos abençoados em ter como nossa mãe uma mulher guerreira, alegre e amorosa com seus filhos, como a mamãe Helena.”

Glaci Vitória Werner, 71 anos, aposentada, residente em Santa Cruz: “Nossa mãe sempre esteve presente em nossas vidas, nos cuidando e nos ensinando. Com o passar dos anos, pude avaliar o tamanho da sua dedicação. Amor, gratidão e orgulho: não é suficiente para descrever o que sinto. Ela é nossa heroína. O reconhecimento de tanta dedicação está dentro de nós todos os dias.”

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Nestor Sérgio Werner, 68 anos, aposentado, residente em Santa Cruz: “Minha amada mãe, para mim, representa uma pessoa muito importante. Com seus 100 anos, sempre foi um exemplo de amor, carinho e dedicação. Lembro sempre dela em Formosa, cuidando de nossa casa comercial, dos filhos e do lar, enquanto meu pai se dedicava a seu trabalho na Afubra. Tenho um grande orgulho de tê-la como mãe. Guardarei para sempre, no meu coração, seu exemplo de fé em Deus. Te amo muito, minha querida mãe.”

Luiz Alberto Werner, 66 anos, designer e artista plástico, residente em Santa Cruz: “É muito difícil definir com palavras a vida da minha mãe. Vou me esforçar para descrever essa pessoa maravilhosa que, para mim, foi referência de fé, perseverança e coragem. Não tinha tempo ruim. Tinha compromisso com a dura realidade de criar os dez filhos e, ao mesmo tempo, zelar pela manutenção da casa. Isso sem falar do auxílio que prestava na casa comercial, quando morávamos em Formosa. Agradeço a Deus todos os dias pela mãe que nos deu.”

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Carmem Maria Werner Hesse, funcionária do setor de Compras da Afubra, 64 anos, residente em Santa Cruz: “Exemplo de mãe, de fé e de força! Acreditar que pode e não desistir! Sua bondade nos faz amá-la cada vez mais!”

Maria Helena Werner Geller, 59 anos, aposentada, residente em Santa Cruz: “Minha mãe, muito talentosa, cozinhava muito bem. Tem o dom da musicalidade, pois cantava em coral e tocava violão. Passou por vários desafios e continua com sua presença marcante entre nós.”

Luciane Werner Rasche, 56 anos, representante comercial, residente em Santa Cruz: “Minha mãe é um exemplo de força e fé! Uma pessoa que passou por muitas coisas, boas e difíceis, nesses 100 anos, mas, com determinação e sabedoria, soube superar esses momentos.”

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