O sistema da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) alerta que as tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros seguem prejudicando as exportações da indústria gaúcha. Em cartas, a federação expõe a relevância da situação e solicita que as negociações bilaterais sejam retomadas para atenuar ou eliminar as tarifas ainda vigentes.
Os textos foram encaminhados ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e ao presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban. A expectativa da Fiergs é que o assunto seja abordado na reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, prevista para março, em Washington.
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No texto, o presidente da Fiergs, Claudio Bier, reconhece ações do governo federal e da CNI para mitigar os impactos das tarifas, mas afirma que, apesar das concessões pontuais do governo norte-americano, “a imprevisibilidade para os exportadores brasileiros persiste, afetando decisões de investimento, produção e emprego. Não podemos nos conformar com a situação atual, que permanece grave. É indispensável retomar e intensificar as negociações bilaterais.”
Tabaco é um dos setores mais atingidos
Levantamento da Fiergs aponta que, após crescimento até julho de 2025 (9%), as exportações gaúchas para os Estados Unidos passaram a registrar quedas mensais a partir de agosto. Nos últimos cinco meses do ano, recuaram 37% frente ao mesmo período de 2024, levando a uma retração anual de 10,9% (US$ 200,5 milhões).
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Entre agosto e dezembro, os embarques da indústria de transformação somaram US$ 497,7 milhões – US$ 292 milhões a menos que no ano anterior. Setores intensivos em emprego e dependentes do mercado norte-americano estão entre os mais atingidos: tabaco (-66,7%), armas e munições (-69,1%), veículos e autopeças (-53,4%), madeira (-53,8%), móveis (-53,8%), borracha (-53,8%), couro (-53,6%), ferramentas e cutelaria (-46,4%) e calçados (-3,47%).
Com informações da assessoria de imprensa da Fiergs
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