As principais empresas que atuam com o processamento e exportação de tabaco instaladas em Santa Cruz e Venâncio Aires iniciarão a compra da safra 2025/26 na próxima semana. Ainda sem negociações realizadas para a definição do preço mínimo a ser pago aos fumicultores neste ciclo, a negociação deve começar tímida e ser baseada na tabela passada.
Entre as que têm cronograma definido está a UTC Brasil, que começa a receber tabaco na matriz, em Santa Cruz, a partir desta quarta-feira, 7. Já nas filiais, as operações iniciam-se nos dias 13 em Mafra (Santa Catarina) e 15 em São João do Triunfo (Paraná).
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Na semana que vem, a grande maioria das fumageiras abrirão as portas e ligarão as esteiras por onde devem passar mais de 600 mil toneladas produzidas nos três estados do Sul. A Alliance One Brasil, com sede em Venâncio Aires, vai iniciar a compra na segunda-feira, 12, tanto do tipo Virgínia como Burley.
No mesmo dia, a Universal Leaf Tabacos abrirá o período de recebimento em todas as unidades, em Santa Cruz e nas filiais de Santa Catarina e Paraná. A Japan Tobacco International (JTI) também passa a receber a produção dos produtores na segunda-feira; assim como a BAT Brasil, que abrirá as operações em Santa Cruz, Pouso Redondo (SC) e Araranguá (SC).
A Phillip Morris Brasil passa a operar na quarta-feira, 14. Na filial catarinense de Ituporanga, a compra começa nesta quinta, 8. Já nas unidades de Canoinhas e Rio Azul, em Santa Catarina e no Paraná, respectivamente, inicia-se somente dia 19.
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Já a CTA Continental abre a compra no dia 15 deste mês na Capital do Chimarrão. A China Brasil Tabacos (CBT) inicia o ciclo de aquisições na unidade matriz, em Venâncio Aires, no dia 19 de janeiro. Antes disso, já receberá a produção nas unidades de Araranguá (SC), a partir do dia 13; e Pouso Redondo (SC), no dia 15.

Negociações
As tratativas para definir o preço mínimo a ser pago aos fumicultores entre as empresas e a comissão representativa dos produtores de tabaco (formada pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná), que geralmente iniciam em meados de dezembro, ainda não ocorreram para a safra 2025/26.
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A primeira rodada pode ocorrer somente na próxima semana. O levantamento de custos da produção, feito para definir os índices de reajuste, teve um atraso em razão da alta incidência de granizo em dezembro. Isso demandou trabalhos adicionais das equipes da Afubra, responsáveis pela apuração dos dados.
Apesar da definição da tabela ainda não ter sido feita, quem já comercializar a produção nos próximos dias não deverá sofrer prejuízos. Isso porque as empresas complementam conforme o acordado entre a representação dos fumicultores e empresas.
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os preços mínimos para a safra 2025/2026, estabelecendo um reajuste médio de 6,22% em comparação ao ciclo anterior. A medida faz parte da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e busca assegurar uma remuneração básica aos produtores diante das oscilações do mercado.
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