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Já pensou em estudar e trabalhar na Alemanha? Pois é possível

Foto: Acervo Pessoal

Diego, 29 anos, trabalha bastante na Alemanha, mas também arranja tempo para conhecer outros países da Europa

Filho de agricultores de Linha Santa Cruz, Diego Gassen sempre nutriu o sonho de viajar para a Alemanha. Com o dialeto na rotina familiar desde pequeno, a língua nunca foi um problema para o jovem de 29 anos, que precisou apenas aperfeiçoar o idioma antes do primeiro embarque. De agosto de 2013 a agosto de 2014, teve a oportunidade de fazer intercâmbio na área de hotelaria. Na pequena cidade alemã de Stemmen, de menos de mil habitantes, apaixonou-se pela cultura e rotina germânicas. “Voltei para o Brasil com a certeza de que um dia retornaria, pela qualidade de vida, segurança e maneira correta como os alemães trabalham.”

Em Santa Cruz do Sul, após concluir a faculdade de Gastronomia na Unisc, começou a buscar outras oportunidades para atravessar novamente o Atlântico. Por indicação da amiga Elisa Waechter e com o suporte da professora e tradutora Luciani Vogt, em janeiro de 2017 carimbou o passaporte pela segunda vez, para participar de um curso técnico (Ausbildung) no município de Aulendorf. Durante dois anos e meio, participou de capacitação com teoria e prática. As aulas ocorriam durante duas semanas ininterruptas, na Karl-Arnold Schule.

“Na etapa seguinte, sempre durante aproximadamente um mês e meio, trabalhei na empresa de embutidos Metzgerei Huber para colocar em prática os aprendizados”, explica. Conforme Gassen, a formatura aconteceu em julho deste ano e imediatamente abriu as portas para que ele permanecesse na Alemanha. “Fui contratado em definitivo pela empresa, por mais dois anos, com possibilidade de renovação”, comemora. De férias em Santa Cruz desde o fim de outubro, aproveita para matar a saudade de familiares e amigos, especialmente dos pais Hardi e Sílvia e das irmãs Gisele e Silvani. A volta para a Alemanha será no próximo dia 28.

A vida por lá

Em Aulendorf, Diego tem contrato para trabalhar até 2021 na fábrica de embutidos Metzgerei Huber, que possui outras oito filiais pela região. Em paralelo, ainda encontra tempo para se dedicar ao ramo de sua formação: nas horas vagas, atua em um restaurante da cidade. “Trabalhar bastante é uma boa maneira de deixar a saudade de lado, além de fazer economia e buscar novas experiências”, conta o santa-cruzense. Com a vida bem estabelecida, divide pensão com dois brasileiros e um ucraniano. E, sempre que possível, aproveita para explorar a Europa.

Os tipos de intercâmbio

Formação dual: a maioria das profissões técnicas é aprendida no sistema dual na Alemanha. Isso significa que as aulas ocorrem, em parte, em uma empresa (prática), e em parte na escola profissionalizante (teórica).
Formação somente escolar: algumas profissões técnicas são aprendidas exclusivamente em escolas técnicas ou institutos profissionalizantes. Nelas, a parte prática também ocorre dentro da escola.

Diploma profissional: é obtido após dois ou três anos por meio de uma prova. Nas profissões de artes e ofícios, uma formação como “mestre” pode ser realizada após o exame final. Esse é um pré-requisito para poder realizar cursos profissionalizantes na própria empresa.

Dica: quanto melhor for seu alemão, mais sucesso você terá em sua formação. As aulas na escola profissionalizante são exclusivamente em alemão, assim como as provas. Sua língua materna também pode trazer vantagens para você no mercado de trabalho. Portanto, vale a pena manter-se atualizado nela também.

Fotos: Arquivo Pessoal

Novas experiências
A professora e tradutora Luciani Vogt explica que hoje há vários tipos de intercâmbio disponíveis para quem deseja embarcar para uma nova experiência na Alemanha. No caso do Diego Gassen, o modelo é o Ausbildung, uma formação técnica de ensino dual com 80% de prática e 20% de teoria. “O jovem escolhe a área onde deseja atuar, inscreve-se e faz o curso durante três anos a três anos e meio. A empresa ou propriedade que recebe o intercambista é especializada e pode formar esses jovens”, explica.
Segundo Luciani, na atividade prática é obrigatório passar por todos os setores da empresa, desde a limpeza até a administração. Assim como no intercâmbio realizado por Diego, os jovens recebem estadia, alimentação no horário do estágio, férias, convênio de saúde, o curso e um valor mensal que vária de curso para curso. “O jovem estagiário precisa ter ensino médio completo, conhecimento do idioma nível B1 iniciante, arcar com o visto e a passagem”, ressalta.

Desde 1999, a Deutsche Schule Escola de Língua Alemã ajuda os interessados em fazer intercâmbios na Alemanha. “Nós orientamos e auxiliamos em todas as etapas, desde o preparo até o período de intercâmbio.” Para quem deseja estender a experiência no país europeu, Luciani reforça que, dependendo do desenvolvimento do intercâmbio, a empresa efetiva o jovem. Para obter mais informações, é possível encaminhar e-mail para [email protected] ou fazer contato pelos telefones (51) 2109 1360 ou 99227 1588 (WhatsApp).

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