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Política

Kelly Moraes recebe convite para ingressar no Solidariedade

A pouco mais de um ano e meio das eleições municipais, a ex-prefeita de Santa Cruz do Sul, Kelly Moraes (PTB), recebeu um convite formal do Solidariedade para trocar de partido. A proposta foi feita pessoalmente pelo presidente da sigla, o vereador Ilário Keller.

O parlamentar, que foi companheiro de Kelly no PTB e atuou no seu governo antes de fundar o SD no município em 2013, confirmou ter procurado a ex-prefeita no último fim de semana. A possibilidade já havia sido discutida informalmente entre eles durante a campanha de 2014, quando Kelly concorreu a deputada estadual.

Segundo Keller, a conversa não chegou a tratar de cargos e nem de candidaturas. O partido, porém, deixou as portas abertas para ela, caso queira migrar de quadro. “Temos uma relação de amizade e sabemos que as coisas ficaram difíceis para ela no PTB”, disse, referindo-se aos atritos entre Kelly e a ala interna aliada ao deputado federal Sérgio Moraes, seu ex-marido. “Por isso colocamos o partido à disposição. Mas é claro que é uma decisão que cabe à ela.” Desde que foi criado, o SD vem atraindo dissidentes de outras legendas, principalmente do PTB. Atualmente, integra a base do governo Telmo Kirst e comanda duas secretarias municipais, além da vice-presidência da Câmara. Keller disse ainda que o partido vem conversando com diversas pessoas para vitaminar a sua nominata e chegar fortalecido às eleições.

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O convite a Kelly foi feito no momento em que a ex-prefeita começa a traçar seu futuro político. As especulações sobre uma possível troca de partido, que começaram a surgir ainda na campanha de 2012, aumentaram na semana passada, com a desfiliação da ex-vereadora Marla Hansen do PTB. Marla, que é braço direito de Kelly há anos, deve ser abordada por interlocutores do SD ainda esta semana.

“O mundo pode dar voltas”

Procurada ontem pela Gazeta do Sul, Kelly garantiu que sua intenção não é deixar os quadros petebistas. Porém, ela não descartou a possibilidade.

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Também na semana passada, ela se reuniu em Porto Alegre com a executiva estadual da sigla, quando ficou oficializado que ela assumirá a presidência do movimento PTB Mulher no Rio Grande do Sul. Na ocasião, lideranças do partido no Estado manifestaram total apoio à sua permanência.

Kelly se disse “contente” pelo convite do SD e alegou já ter recebido propostas de outros partidos, mas que seu futuro dependerá das tratativas com a cúpula petebista em Santa Cruz – com a qual tem uma relação desgastada. Por enquanto, ela teve apenas uma conversa rápida com o presidente do diretório municipal, Marco Borba. “Quero pensar que vamos conseguir superar a situação do PTB local, mas o mundo pode dar voltas e é claro que eu tenho aspiração política e quero continuar minha vida pública, até porque o partido não pertence a uma pessoa só. Só vou pensar em sair se eu ver que dentro do PTB meu espaço vai ser curto”, falou. Kelly disse ainda que lamenta a saída de Marla Hansen, mas que respeita a sua decisão e que a amizade entre as duas vai continuar.

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