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Fórmula 1

Kimi Antonelli comemora por safety car após vitória no GP do Japão

Kimi Antonelli comemorou a liderança na Fórmula 1

Mais jovem piloto a liderar o Mundial na história da Fórmula 1, o italiano Andrea Kimi Antonelli reconheceu que fez uma largada terrível no GP do Japão e que teve sorte com a entrada do safety car após o acidente de Oliver Bearman, na volta 22.

George Russell, companheiro de Antonelli na Mercedes, parou nos boxes enquanto liderava, justamente quando o safety car foi acionado após o impacto de Bearman na barreira de proteção. A bandeira amarela permitiu que o novo líder da corrida, Antonelli, fizesse uma parada nos boxes e retornasse à frente do pelotão, antes de disparar rumo à vitória com quase 14 segundos de vantagem sobre Oscar Piastri.

“Obviamente tivemos muita sorte com o safety car, mas com os pneus médios estávamos muito fortes assim que consegui pista livre”, afirmou o líder do Mundial. “Depois, com os pneus duros, o ritmo foi simplesmente incrível.”

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O italiano de 19 anos conquistou sua segunda vitória consecutiva após conquistar a pole position no Japão. Sua largada, porém, foi desastrosa e o italiano chegou a cair para a sexta posição na primeira volta. “Tive uma largada terrível, preciso verificar o que aconteceu, mas depois tive sorte e consegui assumir a liderança. O ritmo estava incrível e fiz um segundo stint muito bom. Me senti muito bem com o carro e estou muito satisfeito com o resultado.”

Antonelli agora lidera a classificação do Mundial pela primeira vez, com nove pontos de vantagem sobre Russell (72 a 63) após as três primeiras corridas da temporada. “É uma sensação muito boa. Claro que ainda é cedo para pensar no campeonato, mas estamos no caminho certo.”

Como as corridas do Bahrein e da Arábia Saudita canceladas devido aos conflitos no Oriente Médio, a Fórmula 1 terá um intervalo inusual até a próxima corrida, em Miami. Antonelli afirmou que seu foco será melhorar suas largadas, que têm sido abaixo do ideal em comparação com os rivais da Mercedes.

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“Por sorte, tenho três semanas e posso praticar algumas arrancadas com a embreagem para ter uma melhor noção dela, porque definitivamente tem sido um ponto fraco até agora”, afirmou ele, que conquistou a pole position nas duas últimas provas. “Precisamos melhorar, pois você pode facilmente ganhar ou perder corridas com isso.”

Bortoleto reclama da falta de aderência

O brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, terminou o GP do Japão neste domingo na 13ª colocação, fora da zona de pontuação, e disse que não conseguia acompanhar os adversários nas retas do circuito de Suzuka. Na largada, o brasileiro perdeu quatro posições.

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“De grip [aderência], comparado aos carros que estavam brigando com a gente, estava melhor nas curvas. O problema é que de reta faltou um pouco. A gente teve algum problema”, afirmou Bortoleto à TV Globo. “Não estava conseguindo acompanhar os caras na reta, fui bastante ultrapassado e não tinha como me manter ali. A gente precisa de tempo agora para analisar tudo e ir para a próxima.”

Apesar de não ter pontuado no Japão, o brasileiro disse estar feliz com o carro. “Fizemos uma boa classificação, na corrida faltaram só alguns outros fatores.”

O piloto da Audi também falou sobre as dificuldades da equipe nas largadas. “Isso já vem desde a Austrália, foi de 3, 4 posições lá”, afirmou ele, que pontuou na primeira prova da temporada. “Na China eu não larguei, mas o Nico (Hülkenberg) largou e perdeu todas as posições.”

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Segundo ele, a escuderia está tentando corrigir o problema, mas “tem sido complicado”. “Faz parte, não tem o que fazer. A gente sabe dos problemas que a gente tem e estamos trabalhando para solucionar.”

Com a pausa no calendário da Fórmula 1, Bortoleto disse que o tempo é favorável para trabalhar o carro. “Agora que tem um mês parado, e a gente vai dar o nosso melhor. Voltar na fábrica, tanto na Alemanha quanto na Suíça, e tentar arrumar tudo.”

Pilotos fazem cobranças após acidente de Oliver Bearman

O acidente de Oliver Bearman, da Haas, no GP do Japão de Fórmula 1, já era uma preocupação dos pilotos antes mesmo de acontecer. As mudanças da principal modalidade do automobilismo mundial em 2026 ligaram alertas de integrantes da categoria assim que os carros foram concebidos.

O principal ponto de críticas é a necessidade de gerir a energia do motor. Em 2026, houve um aumento na participação elétrica na potência total, de 15% para 50%. Há, ainda, o boost, usado para aumento de potência, caso haja energia disponível. E o modo ultrapassagem, ativado quando o piloto estiver a menos de um segundo do carro à frente, sustentando a velocidade alta por mais tempo.

O acidente deste domingo aconteceu em meio a uma dinâmica de gestão de energia. Franco Colapinto, da Alpine, perdia velocidade enquanto recarregava a bateria. Já Bearman acelerava e vinha atrás do adversário.

O britânico iria bater no argentino, mas tirou o carro da trajetória. Ele foi para a grama, bateu em placas de sinalização, rodou, atravessou a pista e só parou na barreira de proteção. No momento, Bearman estava a 262 km/h, cerca de 100 km/h a mais que Colapinto. O piloto da Haas saiu apenas com uma contusão no joelho.

Ainda antes da corrida, Fernando Alonso, da Aston Martin, havia criticado as mudanças do motor e alertado para um possível cenário em que uma colisão aconteceria por um piloto mais rápido encontrar outro mais lento à frente.

“Hoje em dia, ultrapassar é acidental. De repente, você se vê com uma bateria mais carregada que a do carro da frente e acaba batendo nele ou ultrapassando. É uma manobra evasiva, não uma ultrapassagem”, falou o espanhol.

Um dos líderes da Grand Prix Drivers Association (GPDA), o sindicato internacional dos pilotos, Carlos Sainz reiterou a existência de uma área de escape, o que impediu que Bearman colidisse com Colapinto.

“Aqui tivemos sorte de haver uma área de escape. Agora imagine ir para Baku, Singapura ou Las Vegas e ter esse tipo de velocidade de aproximação e batidas perto dos muros. Nós, da GPDA, já avisamos à FIA que esses acidentes vão acontecer com frequência com esse conjunto de regulamentos, e precisamos mudar algo logo se não quisermos que isso aconteça”, falou.

Oscar Piastri, da McLaren, admite que “não há solução fácil” para o problema discutido desde que os carros foram concebidos. Ele lembrou que quase colidiu com Nico Hülkenberg, da Audi, na mesma dinâmica em um dos treinos livres.

“Quase bato com o Nico no treino livre porque ele me alcançou umas três vezes mais rápido do que eu esperava na reta, e nós dois estávamos com o acelerador no máximo. Então, acho que temos muito o que aprender como pilotos, e o local do acidente não é um lugar onde você espera que alguém venha de tão longe e com uma diferença de velocidade tão grande. E, enquanto aprendemos isso, infelizmente coisas assim provavelmente vão acontecer, o que é uma pena”, lamentou.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) prometeu uma “revisão estruturada” do regulamento técnico da Fórmula 1 durante a pausa da categoria em abril. Os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, que ocorreriam neste mês, foram cancelados por causa dos conflitos no Oriente Médio.

“Quaisquer possíveis alterações, especialmente aquelas relacionadas ao gerenciamento de energia, exigem simulações cuidadosas e análises detalhadas. A FIA continuará trabalhando em estreita e construtiva colaboração com todas as partes envolvidas para garantir o melhor resultado possível para o esporte, e a segurança continuará sendo um elemento central da missão da FIA”, diz um trecho.

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