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SANTA CRUZ

Ladrões causam prejuízo de R$ 10 mil em casas ainda não entregues do Mãe de Deus

Foto: Reprodução/WhatsApp

Tubulações de luz ficaram jogadas no chão

Uma grande quantidade de fios de cobre foi furtada de residências ainda não ocupadas do Loteamento Mãe de Deus, no Bairro Santuário, em Santa Cruz do Sul. As unidades habitacionais ainda fazem parte da leva que não foi repassada às famílias beneficiadas, pois aguarda trâmites burocráticos entre a Prefeitura de Santa Cruz do Sul e a Caixa Econômica Federal para ser entregue.

De acordo com a Guarda Municipal (GM), foram alvo de criminosos quatro casas, números 219, 233, 249 e 377, que ficam mais aos fundos do loteamento. O caso aconteceu na madrugada dessa quinta-feira, mas veio à tona na sexta, quando um vídeo que mostra os locais deteriorados foi disseminado em grupos de WhatsApp. Embora exista um ponto-base da GM no local desde abril, os agentes não perceberam a movimentação dos ladrões.

“São residências que ficam próximas a um mato. Em momento oportuno, os meliantes se aproveitaram de nossa ausência momentânea e adentraram o local. Não tínhamos até agora ocorrências do tipo. Infelizmente, a audácia dos criminosos permitiu essa situação, mas vamos intensificar ainda mais a fiscalização para tentar inibir e evitar esse tipo de evento”, comentou o coordenador da GM, Éberson Pereira Gonçalves.

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Também não há câmeras nas proximidades que pudessem flagrar o crime. Não há sinais de arrombamento nas portas. Pelas marcas deixadas pelos ladrões, pôde-se observar que entraram pela janela que tem aos fundos de cada residência. Dentro dos imóveis, arrancaram os fios das caixas de distribuição dos disjuntores. As tubulações também foram retiradas.

“Fizemos um levantamento preliminar. De fiação que furtaram, dá em torno de R$ 10 mil em prejuízo. Isso fora a mão de obra, que teremos que ver. Algumas aberturas foram danificadas, e estamos tentando ver quem vai arcar com as despesas. A Guarda Municipal está instalada 24 horas por dia e é responsável por essa segurança”, comentou Carlos Elmar Kist, representante da ALM Engenharia, empresa que realiza a obra.

“Empurra-empurra”

A obra do Loteamento Mãe de Deus é alvo de muitas polêmicas ao longo dos últimos meses, devido à demora na entrega das residências aos beneficiados. Recentemente, em 17 de maio, um grupo de moradores contemplados realizou um protesto com o objetivo de pressionar Prefeitura e Caixa pela entrega das residências. Segundo Carlos Elmar Kist, a obra já está pronta há 90 dias.

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“É um empurra-empurra entre Caixa e Prefeitura. Nós, enquanto empresa, temos muitos prejuízos e apenas nós estamos arcando com isso. Essa obra já podia ter sido entregue, os moradores estão pressionando e nós esperando pra ver o que vai acontecer. A coisa está complicada.” Contatada, a Prefeitura disse que as casas ainda não foram entregues pois aguardam a assinatura dos contratos dos beneficiados com a Caixa.

Ainda de acordo com o funcionário da ALM Engenharia, a empresa vai reparar os danos causados pelos ladrões. “Temos que refazer, depois vamos discutir de quem é essa responsabilidade.” A Gazeta do Sul entrou em contato com a Caixa Econômica Federal, mas até o fechamento da edição, não havia sido divulgado um posicionamento sobre o fato.

Investigação

Com um alto valor no mercado clandestino, não é novidade que o cobre tenha se tornado um dos principais alvos de ladrões. Recentemente, o metal chegou a ter aumento de 70% em seu preço, reflexo da pandemia no Chile e Peru, responsáveis por 40% da produção mundial. O preço do quilo chega a R$ 36,00. De acordo com o delegado Alessander Zucuni Garcia, os furtos são praticados por usuários de drogas. O objetivo dos criminosos é vender as peças, sobretudo o metal, para adquirir os tóxicos.

Conforme o delegado, via de regra, proprietários de ferros-velhos compram o material, que é derretido e repassado para terceiros, os quais vão ao local adquirir cobre, ferro ou alumínio. “É um material que acaba sendo comprado por comerciantes dos chamados ferros-velhos, que não têm um critério para identificar de quem estão adquirindo ou mesmo se é objeto de crime. A gente tenta buscar elementos para encontrar quem seriam esses proprietários, mas são investigações truncadas. Não conseguimos ainda identificar alguém com possibilidade de indiciamento.”

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