O Brasil acordou olímpico nas montanhas de Milão-Cortina. E, pela primeira vez na história, ouviu seu hino ecoar em uma edição de Jogos Olímpicos de Inverno. Neste sábado, 14, Lucas Pinheiro Braathen escreveu um capítulo inédito para o esporte nacional ao conquistar a medalha de ouro no slalom gigante.
O brasileiro somou 2min25s00 nas duas descidas e garantiu o lugar mais alto do pódio – a primeira medalha do País, e também da América Latina, na história da competição de inverno.
Lucas já havia dado o sinal na primeira apresentação. Desceu agressivo, preciso, e cravou 1min13s92, o melhor tempo da bateria, quase um segundo à frente do suíço Marco Odermatt (1min14s87). A vantagem construída na parte inicial foi determinante para a definição do pódio, que considera a soma dos tempos das duas descidas.
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Na segunda, administrou com maturidade. Fez o suficiente para confirmar a liderança e transformar expectativa em conquista histórica. Odermatt ficou com a medalha de prata, enquanto o também suíço Loic Meillard completou o pódio com o bronze.
Até então, o melhor resultado brasileiro em Jogos de Inverno pertencia a Isabel Clark, nona colocada no snowboard cross em Turim-2006. Vinte anos depois, o Brasil deixa de ser figurante para entrar definitivamente na lista de medalhistas.
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Nas montanhas geladas da Itália, a bandeira verde e amarela subiu pela primeira vez. E subiu no topo. “O Brasil está em todos os cantos do mundo. Agora, nas montanhas também. Estamos trazendo muito amor e muita alegria. A presença da torcida é uma coisa que a gente gosta de sentir, e eu tenho essa energia no dia mais importante da minha vida”, disse Lucas.
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