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VALESCA ASSIS

Luz, mais luz

“Mais luz!” foram as derradeiras palavras de Goethe. Não pediu água, ar; não rogou por silêncio. Não quis a prorrogação de sua notável existência. Pediu luz, mais luz! Para si mesmo? Para a humanidade?
Eis um exercício ínfimo que gosto de fazer: imaginar o motivo e a intenção de certas proclamações. Qual a mensagem cifrada em “Independência ou morte”, em “Diga ao povo que fico”, em “Deus é brasileiro”, ou “O Estado sou eu”?

Agora, diante da vela que arde pelas vítimas de uma antiga/nova guerra, volto a Goethe. Acredito, hoje, que ele nos quis dizer, como derradeiro aviso, que o mundo precisa de mais e mais velas acesas, milhares delas, milhões. Para iluminar os cantos escuros, que é onde se tramam as vilanias, os crimes e os atentados, pois não será à luz clara do Sol que os homens engendrarão seus ardis.

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A dualidade luz-trevas, do mesmo modo que simboliza a oposição psíquica de cada indivíduo, representa a dilaceração da humanidade entre o bem e o mal. Nisso, creio, quase todos concordamos. Acontece, porém, que bem e mal não significam a mesma coisa em diferentes culturas. Existe, é claro, um substrato humano comum, sobre o qual há uma possibilidade de consenso. Consenso que somente pode se concretizar num clima de respeito ao que é particular em cada grupo social, político, religioso.

Em todas as culturas da Terra, a luz está associada ao Bem, e a escuridão compreende o Mal. No entanto, os mais sábios conhecedores de nossa divina humanidade garantem que há trevas na luz e luz na escuridão.

Escrevi essa crônica no ano 2000. Quantas vezes voltei a ela nos meus sentimentos, nas dores da vida e do mundo, minhas ou de outros seres. Nos achamos bons, se ficarmos quietos e não incomodarmos ninguém, se baixarmos os olhos para não ver a destruição da natureza, de vidas humanas e animais, ou os massacres como o que poderia ter acontecido ontem (escrevo este texto no dia 8 de abril). Não, não e não! Nós que sabemos temos que ser os mais ativos, os mais exemplares na prática. Devemos usar nossos dons e conhecimentos para despertar consciências. Vamos acender velas, muitas velas em nossos corações… e agir.

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Queridos leitores, no dia 25 de abril, nossa Academia de Letras de Santa Cruz do Sul, junto com o Sesc e o München Open Mall, viverá uma tarde maravilhosa de cultura e alegria! Valerá a pena ir lá, a partir das 14 horas. Beijos, abraços e obrigada por tudo.

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