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Malfeitores

Há uma frase que permanece na minha memória desde muitos anos. E insisto em preservá-la. Trata-se de uma frase do filósofo alemão Ernst Bloch (1885–1977), mais precisamente em seu livro O Princípio Esperança. Assim disse: “A esperança fraudulenta é uma das maiores malfeitoras da humanidade.”

Possivelmente, frase mantida à conta de minha convivência com o ambiente político-eleitoral desde jovem, em vários momentos um militante partidário, em outros tantos como assessor jurídico-político-parlamentar, entremeados em tarefas profissionais no Poder Legislativo e no Poder Executivo.

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Dito isso, em face da observação e experiência, é possível confirmar inúmeras conclusões populares que insistem em ironizar e minimizar o desempenho dos parlamentares e dos governantes, fosse qual fosse o patamar institucional. Salvo raras exceções.

A síntese mais frequente ressalta que uma vez no poder, os governantes (nem sempre sozinhos) substituem os programas de governo e os projetos de Estado por um projeto pessoal e partidário de poder. Mas se comum desde sempre, qual a novidade?

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A novidade é que nunca dantes (expressão típica de esperanças fraudadas) houve tamanha sucessão e repetição de escândalos absurdos e intoleráveis, que brotam dia após dia nos recantos dos poderes de Estado.

Pior que os assaltos sistêmicos é a conduta dos parceiros diretos e indiretos, que navegam entre a omissão planejada e a ação (de proteção dos pilantras) institucional debochada. É o que sugerem as cortinas de fumaça que poluem e deslegitimam os poderes de Estado.

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Entre os inúmeros e expressivos escândalos, com destaque ao “Petrolão” (todos criminosos premiados com liberdade e dinheiro no bolso), e agora o caso “Banco Master”, considero o caso “INSS” o mais chocante, especialmente do ponto de vista político.

Chocante por se tratar de um assalto planejado, assentado e vertente das bases sindicais, unidades importantes e históricas nas lutas operárias, e, lastimavelmente, tendo como alvo de saque os aposentados, especialmente os mais humildes.

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Chocante porque jamais imaginara que algum parlamentar, fosse de que partido fosse, pudesse votar contra os objetivos e atos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do caso “INSS”, ora obstruindo, ora retardando e, finalmente, “enterrando-a”.

E como tudo pode se agravar ética e politicamente, também foi vexatória e dolorosa a participação incisiva de membros do Poder Executivo e do Poder Judiciário. Embora fosse igual e negativamente previsível, haja vista a participação deliberada e fe$tiva nos casos “Petrolão e Master”.

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