A Câmara de Vereadores de Candelária realiza nesta quinta-feira, 19, uma mobilização pacífica na localidade de Linha do Rio, no quilômetro 10 da VRS-858. O protesto está marcado para as 15h30, nas proximidades da Escola Municipal São Paulo, e tem como objetivo cobrar do governo estadual providências urgentes para a recuperação da rodovia, que segue em condições consideradas precárias pela comunidade.
Em entrevista ao programa Rede Social, da Rádio Gazeta FM 107,9, a presidente do Legislativo, Cristina Rohde, afirmou que o tema não é recente e se agravou após a enchente de 2024, quando mais de 12 quilômetros da estrada foram danificados. “Nós já encaminhamos vários contatos ao governo estadual, várias informações, várias audiências na secretaria do Estado”, relatou. Segundo ela, apesar de visitas técnicas e do anúncio de cerca de R$ 56 milhões para as obras, nenhuma intervenção foi iniciada até o momento.
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Cristina destacou que o ponto mais crítico fica próximo ao Rio Pardo, onde a base da pista estaria comprometida. “Não é simplesmente recapar, fazer o recapeamento do asfalto. Tem que fazer toda uma contenção”, explicou, ao alertar que o rio estaria avançando sobre a estrada. Ela também chamou atenção para a circulação diária de transporte escolar e para a existência de uma escola municipal a cerca de 500 metros do trecho considerado mais delicado.
A presidente ainda afirmou que os reparos feitos até agora foram paliativos e executados pelo município. “O paliativo foi feito pelo município, não pelo Estado”, disse, ao mencionar a colocação de cascalho e o alargamento provisório da via para aumentar a segurança. Conforme relatou, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) realiza melhorias pontuais, mas a situação estrutural permanece sem solução definitiva, mesmo após previsão de início das obras neste começo de ano.
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A mobilização, conforme divulgado pela Câmara de Vereadores, é apartidária e busca unir comunidade e autoridades em torno de uma resposta concreta do Estado. “A gente precisa de uma solução”, reforçou Cristina durante a entrevista. A expectativa é de que o ato pressione pelo início imediato das obras e garanta mais segurança a moradores, produtores e estudantes que utilizam a rodovia diariamente.
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