A Acadêmicos de Niterói fez uma aposta arriscada em seu meteórico ingresso no grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Escolheu um ano eleitoral para homenagear o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Não se discute o fato de que pode ter enredo; afinal, trata-se de um menino migrante e sua família, que saem do Nordeste para São Paulo em busca de oportunidades. Boa parte desses brasileiros acaba em bolsões de pobreza nas comunidades paulistas. Ele virou presidente da República. O problema é que já se sabe que será candidato à reeleição, que tem recursos públicos como financiador do Carnaval carioca, e isso tem gerado muitos questionamentos na Justiça. Além disso, quando poderia restringir-se à homenagem, optou por inserir a crítica ácida ao ex-presidente Jair Bolsonaro e às famílias conservadoras. Essa escolha aumentou ainda mais o prazer dos defensores da direita com o rebaixamento da entidade carnavalesca.
Cortina de fumaça
Existe um termo utilizado, sobretudo no meio da política, quando se cria um factoide para desviar a atenção do grande público. É a cortina de fumaça. O deputado federal Marcelo Moraes (PL) gravou vídeo, nesta semana, apontando o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como uma forma de fazer o público esquecer de questões relevantes e atuais: a cobrança indevida nos salários dos aposentados e pensionistas e o caso do Banco Master. Em relação ao primeiro caso, continuam os encontros da CPMI do Congresso; sobre o segundo, o ministro do STF André Mendonça assumiu a relatoria, dando mais autonomia para a Polícia Federal, mas mantendo o sigilo do caso.
Clima esquenta em Candelária
A relação entre o Executivo e o Legislativo candelariense não está muito boa. O motivo é financeiro. Como forma de economia, o prefeito Nestor Ellwanger, o Rim, optou por zerar as emendas impositivas e de bancadas na Câmara. Cada vereador teria direito neste ano a R$ 204.289,36, sendo metade de uso livre e o restante destinado para a Saúde, além de R$ 101.144,72 por bancada. A informação preliminar é de que os parlamentares, para manter esses recursos, devem sugerir remanejamento no orçamento de algumas secretarias. Candelária projeta R$ 194,9 milhões como orçamento para 2026.
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Em Santa Cruz, boa relação
A relação entre os poderes continua tranquila em Santa Cruz do Sul. E é preciso que assim seja por questões republicanas – brigas políticas não levam a lugar algum – e econômicas. O Município encaminha financiamento de R$ 115,9 milhões e conseguiu um juro de amigos com a Caixa Econômica Federal, mas para isso tem que controlar as despesas. Isso inclui os gastos da Câmara, que tem projetado o início das obras da sede própria. É possível que esse sonho tenha um pequeno ajuste no seu início.
Mais celeridade na Câmara
O líder do governo na Câmara de Santa Cruz, Edson Azeredo (PL), protocolou projeto de resolução que agiliza a tramitação de projetos no Legislativo. Atualmente, após apresentado, o texto deve passar por três sessões. Caso seja aprovada a proposta, esse tempo será reduzido a dois encontros ordinários. É uma forma de garantir mais agilidade e diminuir a necessidade da busca por concordância das lideranças para a urgência de projetos.
Discurso afinado
O governador Eduardo Leite (PSD) costuma ser bastante eloquente e consegue atrair a atenção do público por onde fala. Nesta semana, durante a inauguração da Escola Estadual José Mânica, mesmo diante do fato histórico de a instituição ter esperado 13 anos pelo prédio, saiu de Santa Cruz com o ego elevado. Em seu discurso, mostrou que aproveitará o bom desempenho do poder público para buscar votos em outubro. Fez questão de lembrar que, aos 19 anos, seus colegas duvidavam que poderia ser vereador. Hoje, alguns desses colegas são servidores do Estado e ele, governador.
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