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JOSÉ AUGUSTO BOROWSKY

Memória: legado de Jorge Frantz (II)

Frantz tinha costume de reunir seus familiares e amigos na chácara que possuía nos altos da atual Rua Marechal Deodoro

Na semana passada, resgatamos um pouco da história da família Frantz, que migrou da Alemanha em 1826. Depois de uma passagem por São Leopoldo, os descendentes espalharam-se por diversas localidades do Estado. Um núcleo formou-se em Santa Cruz do Sul, onde destacou-se o comerciante, industrial e político Jorge Frantz.

Um dos setores em que se envolveu foi a Caixa Santa Cruzense, que deu origem ao Banco Agrícola Mercantil. Jorge ingressou como associado e em 1912 foi eleito presidente, permanecendo no cargo por dez anos. Além de dirigir a instituição, mantinha seus negócios particulares e desenvolvia forte atuação política pelo Partido Republicano. Por vários anos, foi conselheiro municipal (hoje seria vereador).

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Arno Bohrer Neto, bisneto de Frantz, tem feito pesquisas sobre seu antepassado. Ressalta que ele possuía muitos contatos políticos, inclusive trocando cartas de caráter reservado com o presidente da Província, Borges de Medeiros. Em 1913, por exemplo, advertiu que o intendente Galvão Costa, seu companheiro de partido e correligionário de Borges, ameaçava deixar o cargo, pois não tinha seus pleitos atendidos pelo governo. Jorge pediu atenção especial a Santa Cruz, enfatizando que Galvão destacava-se como ótimo administrador e que a renúncia seria um desastre para o município.

O santa-cruzense era conhecido como Capitão Jorge Frantz, mas não possuía vínculo com a caserna. Ele integrava o Corpo da Guarda Nacional, uma força civil organizada pelos municípios e que poderia atuar em momentos de conflitos. Seus integrantes eram escolhidos pelo presidente da Província e pelo intendente municipal dentre as pessoas de destaque na comunidade. Mesmo sendo civis, recebiam títulos da hierarquia militar.

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Jorge costumava promover piqueniques e reunir familiares e amigos em sua chácara, nos altos da Rua Marechal Deodoro. Em 1920, a área foi negociada com o município e lá foi instalado o Cemitério Católico, que abriga o jazigo da família Frantz. Inclusive, a rua que passa em frente ao portão principal chama-se Capitão Jorge Frantz.

Capitão Jorge Frantz

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