O Ministério Público de Santa Cruz do Sul recomendou a paralisação das obras de implantação do complexo turístico do Lago Dourado por conta do risco de a intervenção agravar o problema dos alagamentos no Bairro Várzea e arredores. Segundo a promotora de Defesa Comunitária, Vanessa Saldanha Vargas, a recomendação foi emitida com base em um parecer técnico da Unidade de Assessoramento Ambiental do MP. A Prefeitura diz que ainda não foi notificada.
O documento aponta que “o processo de licenciamento ambiental do complexo de lazer do Lago Dourado é insatisfatório, por não contemplar a avaliação e a mitigação de impactos hidrológicos (e hidráulicos)”. “Qualquer construção no local reduzirá a área de escoamento, podendo elevar os níveis d’água a montante”, afirmou a promotora, no ofício encaminhado ao governo municipal.
Iniciadas em dezembro, as obras no Lago Dourado estão sendo bancadas pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), por meio de um convênio firmado com a Prefeitura que foi acordado quando da assinatura do novo contrato com o Município, em julho de 2014. O investimento é estimado em R$ 20 milhões e prevê a implantação de pistas de caminhada e ciclismo, quiosque com churrasqueiras, quadras esportivas, academias, restaurante e praça de alimentação, dentre outros.
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As obras, no entanto, tornaram-se alvo de um inquérito instaurado pelo MP após um grupo de moradores do Várzea pedir formalmente, em fevereiro, que a intervenção fosse embargada. O bairro convive há vários anos com alagamentos frequentes, sempre que o Rio Pardinho sai do leito.
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