Assim que o bispo dom Aloísio Dilli percorreu a nave central da Catedral São João Batista, em Santa Cruz do Sul, a emoção tomou conta dos fiéis na noite dessa quinta-feira, 2. Um dos momentos mais esperados dentro da programação da Semana Santa, a missa do lava-pés mais uma vez foi sinônimo de devoção e esperança.
Entre o grupo convidado para fazer parte do grande momento foi preciso estabelecer uma regra, diante do entusiasmo. “Decidimos que seria por ordem de chegada. São quase 60 integrantes e todos queriam participar”, disse a psicóloga Jéssica Fell, coordenadora do Projeto Conviver, mantido pela Catedral e que atende idosos em situação de vulnerabilidade.
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Assim que a celebração da Quinta-feira Santa teve início, do banco ela pôde acompanhar a celebração que também proporcionou visibilidade aos integrantes. “É algo fantástico para eles.” A mesma palavra, aliás, foi utilizada pela moradora do Bairro Pedreira, Ana Stein Vargas, de 61 anos, para definir a participação.
Representando um dos 12 discípulos de Jesus Cristo, ao lado do irmão, Adão Ereci Stein, 64, ela aguardava ansiosa pelo momento, vivido pela segunda vez. “É algo muito importante o bispo lavar nossos pés. Eu me sinto maravilhosa. Nunca deixamos de participar dessas coisas, pois também foi um pedido da nossa falecida mãe.”

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“O dia certo para nos inspirarmos”
Diante dos fiéis, dom Aloísio Dilli lembrou que a missa também marca o início do chamado Tríduo Pascal, os três dias que remetem ao Cristo morto, sepultado e ressuscitado. “No primeiro deles, no lava-pés, Jesus ensina o mandamento do amor.”
O líder da igreja católica lembrou os conflitos vividos mundialmente, como as guerras e o clima de apreensão. “Além disso, 2026 é também um ano de eleições. A gente já percebe o quanto existe de polarização, mas não só por causa disso. O nosso relacionamento humano está ficando mais difícil.”
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Conforme o bispo, a humanidade precisa buscar outros valores de aproximação. “Assim poderemos ter uma convivência mais bonita e mais humana, como é o projeto de Deus.” É isso, portanto, que a cerimônia busca ensinar. “Jesus Cristo se inclina e lava os pés de seus discípulos, algo inconcebível dentro da cultura da época. Mas ele fez para nos ensinar o respeito, a humildade e a dignidade.”
Ao considerar a Quinta-Santa como “o dia certo para nos inspirarmos e alcançarmos um mundo melhor”, dom Aloísio também lembra que a missa não é só o lava-pés. “Também é o dia da última ceia, na qual Jesus se doa e entrega aquilo que vai acontecer posteriormente.”

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