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MP investiga caso de clínica com surto de Covid-19 em Santa Cruz

O Ministério Público de Santa Cruz do Sul investiga e monitora a situação da Clínica Laranjeiras, um Instituto de Longa Permanência de Idosos (ILPI), onde foi identificado um surto de contágio do novo coronavírus. Relacionada à clínica já ocorreu uma morte, considerada o primeiro óbito por Covid-19 no município, apesar de não ter sido possível realizar testes na idosa que faleceu.

Conforme a promotora de Justiça Cível em Santa Cruz, Nádia Baron Ricachenevsky, o Ministério Público teve conhecimento do caso no último sábado, 9. Ao longo do fim de semana, o MP participou de diversas reuniões com a Prefeitura, conforme a promotora, para adotar providências em relação à morte.

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“Estamos, de um lado, tentando trabalhar na esfera protetiva, tanto dos idosos quanto da saúde de Santa Cruz, [e de outro lado] também averiguar melhor essa situação, como ela ocorreu”, informou a promotora em entrevista à Rádio Gazeta nesta quarta-feira, 13. “Até por dever do ofício, estamos solicitando documentos, para que possamos ter um esclarecimento maior do caso.”

Apesar de não revelar mais informações sobre a apuração por o trabalho estar ainda no início, a promotora garantiu que o Ministério Público acompanha a situação de perto. “O foco principal é a gente ter o melhor domínio possível da situação, dentro das clínicas, com proteção dos idosos, colaboradores e da população, que com certeza foi atingida por este surto”, informou.

“Nós vínhamos trabalhando de uma forma que considero muito adequada, tentando, apesar das restrições, manter uma linha de proteção. Claro que um acontecimento como esse [da clínica] destoa de tudo que estávamos projetando e acende um sinal vermelho”, disse a promotora Nádia.

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Primeira morte  

Durante a entrevista, a promotora de Justiça Cível em Santa Cruz, Nádia Baron Ricachenevsky, ainda esclareceu que o Ministério Público acompanhou a situação da primeira morte por Covid-19 de Santa Cruz desde o início.

Segundo ela, foram investidos esforços para que fosse realizado o exame para confirmar ou não o coronavírus na idosa, mas isso não foi possível após a preparação do corpo, que já havia sido feita. “Restou concluído que seria inviável realizar teste”, disse. “Neste sentido, os esforços do MP eram de que pudéssemos proceder ao exame, mas, por estas circunstâncias, não foi possível.”

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A promotora Nádia ainda ressaltou que era obrigação da própria clínica em que a idosa faleceu ou do médico que atestou o óbito notificar a morte à Prefeitura, para que o teste pudesse ser feito. “Estamos diante de uma pandemia. […] Esse caso era, sim, suspeito, porque no atestado de óbito, dentre outras causas, consta insuficiência respiratória. Se notificado, viabilizaria a realização dos testes normais, que poderiam confirmar ou não, como foram realizados em outros óbitos”, informou. “A notificação não foi feita, houve o procedimento [no corpo], e inviabilizou o exame.”

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