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Neve em Santa Cruz

Há 52 anos, Santa Cruz do Sul enfrentou uma grande onda de frio. Na zona serrana do município, nos dias 18 e 19 agosto de 1965, uma nevasca provocou medo e prejuízos.

A Gazeta do Sul registra que a chuva começou na primeira semana de agosto. Por volta do dia 15, o frio tornou-se intenso e, com a umidade, houve a precipitação de neve. Luiz Kuhn guarda algumas fotos, tiradas por Pedro Furtuoso dos Reis.

O fenômeno causou pânico e prejuízos em Sinimbu, Herveiras, Gramado Xavier e Paredão. Na época, estas localidades eram distritos de Santa Cruz.

Linha Serafim Schmidt registrou 30 centímetros de neve. Galhos de árvores com 30 centímetros de diâmetro quebraram com o peso do gelo. Fios de luz e de telefone arrebentaram.

Em Linha Almeida, foram 28 centímetros. Os vizinhos se uniram para retirar o gelo dos telhados das casas, pois havia temor de que pudessem vir abaixo. Em uma propriedade, foram retiradas três carroças de neve de cima de um galpão.

Nas linhas Paredão, Cinco e Pinhal, a camada atingiu 26 centímetros. Em Linha Desidério, foram seis. O motorista Edvino Molz contou que as estradas foram interrompidas e o ônibus deixou de circular.

Os prejuízos foram enormes. Edmar Zanini (Gramado Xavier) perdeu 400 cabeças de gado. Ivo Kuentzer (Linha Cristina) registrou a morte de sete burros, um touro, uma novilha e 18 porcos. As mudas de fumo foram destruídas.

Aves e animais domésticos morreram por hipotermia e por afogamento. Em Entrada São Martinho, mãe e filho de três meses caíram no Arroio Taquari Mirim. O bebê faleceu. A chuva continuou após a neve.

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