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Santa Cruz do Sul

No Parque da Oktoberfest, cenas diárias de acolhimento e solidariedade

Foto: Alencar da Rosa

Donativos podem ser vistos por toda parte no Pavilhão Central do Parque da Oktober

Há uma semana, desde que a força das águas devastou inúmeras regiões do Rio Grande do Sul, alcançando níveis inimagináveis de destruição, as comunidades atingidas têm sido literalmente abraçadas pela solidariedade de voluntários. Em Santa Cruz do Sul, as demonstrações de acolhimento às vítimas das enchentes são diárias. No Parque da Oktoberfest, onde ainda seguiam alojados 271 moradores do município, número que se manteve nos últimos dias, conforme informações da assessoria de imprensa da Prefeitura, impressiona a movimentação de pessoas dispostas a ajudar.

O Pavilhão Central, ponto de recebimento e distribuição de doações do município, registrou mais um dia de muita movimentação nesse domingo. Pelo local, estima-se que passem em torno de 150 voluntários por dia. Levando em conta os que estão atuando nos demais setores do Parque da Oktober, como atendimento médico, veterinário, trânsito e alimentação, bem como os que estão nas frentes de limpeza nos bairros, em especial na Várzea e em Rio Pardinho, o número chega a 400 pessoas/dia no voluntariado.

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Esses números, somados desde o início da mobilização, na última terça-feira, chegam próximo dos 5 mil voluntários. Isso porque, além das pessoas que se apresentam no Parque, há outras 2.187 cadastradas de forma online no “Programa Voluntários Santa Cruz” (números atualizados às 15 horas desse domingo).

Entre as pessoas engajadas a ajudar está a influenciadora digital Irla Oliveira Fernandes, 39 anos, que há seis anos adotou Santa Cruz do Sul como a sua cidade. Natural do Norte do País, ela disse que está tendo a oportunidade de fazer mais pelo local em que escolheu viver. “Estou como voluntária desde o primeiro dia. Quem tem voz na rede social precisa ajudar, se mexer. Deus age na nossa vida através do nosso movimento. Então, tem muita coisa que a gente pode fazer para ajudar nessa hora”, frisou.

Irla: “sou voluntária desde o primeiro dia”

A exemplo de muitas outras pessoas, Irla passa todo o dia no Pavilhão Central ajudando a organizar as doações e o trabalho dos demais voluntários. “Chego às 8 horas e saio pelas 22 horas. Cada um dá o que pode. Pode ajudar fazendo doações ou vindo até aqui”, explicou.

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Em entrevista à Gazeta, Irla relatou que, com a ajuda de diversas pessoas, conseguiu arrecadar, através das redes sociais, R$ 6 mil desde a semana passada. “Estou arrecadando as doações pelo meu PIX pessoal e pedindo a colaboração das pessoas, com qualquer valor. Tem, inclusive, doações de fora do País. Todo o valor arrecadado é utilizado para a compra dos itens mais urgentes, e presto conta de tudo”, garantiu.
Nesse momento, destaca ela, é preciso com urgência de materiais para a higiene pessoal e também das casas. “Precisamos limpar tudo para devolver o lar para essas pessoas”, ponderou.

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