Há talentos que não se perdem com o tempo – apenas se transformam. Aos 88 anos, a pianista Norma Schütz Araújo é a prova disso. A ijuiense teve seu primeiro contato com o piano ainda na infância. Aos 12 anos, iniciou os estudos do instrumento, tendo como professora Cecília Marin. O incentivo para iniciar no ramo veio a partir da família. O principal foi da mãe, que estudou no Colégio Bom Conselho, em Porto Alegre, com um professor do Rio de Janeiro.
A paixão pelo piano fez com que Norma decidisse seguir no ramo da música. Quando jovem, mudou-se para Curitiba, em busca de uma vaga na Escola de Música e Belas Artes. Após um ano de estudos, ingressou na instituição, aos 18 anos. Ao longo de sete anos, a trajetória acadêmica foi de aprendizado e disciplina. A rotina era exigente, com aulas teóricas e diversas horas dedicadas ao piano. “Foi um período muito bom e, também, muito difícil. Usufruí do meu talento e estudei muito”, relembra.
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Durante um período de férias escolares em Ijuí, Norma conheceu o homem com quem se casaria. Após o casamento, eles se mudaram para Santa Cruz do Sul, local onde ela iniciou uma longa trajetória como professora de piano. Foram 50 anos dedicados à formação de alunos, entre diversas gerações, como crianças, médicos, advogados, funcionários de fumageiras e até uma juíza.
Para além do ambiente educacional, Norma apresentou-se em diferentes oportunidades e locais, como na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e no Colégio Marista São Luís. Ela também atuou como professora de música no Instituto Estadual de Educação Ernesto Alves, em Rio Pardo, após prestar exames do Estado, somando cerca de 20 anos de ensino na rede pública.
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Mesmo diante das dificuldades ao longo da vida, como a perda precoce do marido e a criação dos dois filhos – Ricardo e Rodolfo –, Norma jamais se afastou da música. No entanto, um grave acidente de carro, que envolveu seu atual companheiro, Romeu Waechter, comprometeu o lado direito de seu corpo, resultando em limitações físicas que a levaram a se aposentar aos 83 anos. Ainda assim, continua tocando piano em casa, prática que, como afirma, ajuda a manter a memória ativa.
Apaixonada pela música erudita, Norma aprecia compositores como Beethoven, Liszt, Chopin e Debussy, sem deixar de lado gêneros populares, como samba, bolero, jazz e tango. Para ela, o piano é um instrumento que exige sensibilidade e dedicação. “É preciso aprender a tirar o som”, afirma. Para quem deseja começar a tocar, o conselho da pianista é simples e direto: basta gostar do instrumento, ter paciência e se dedicar ao aprendizado.
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