Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

CONTEÚDO PATROCINADO

Novo medicamento para Alzheimer amplia possibilidades de tratamento no Brasil

O tratamento da doença de Alzheimer no Brasil passa por uma transformação significativa com a aprovação de novos medicamentos que atuam diretamente nos mecanismos da doença. Diferentemente das terapias tradicionais, que aliviam sintomas, essas novas medicações têm potencial para retardar a progressão clínica em pacientes selecionados. A Saint Gallen já disponibiliza esse tratamento e ouviu a neurologista Ariádene Espig para esclarecer o que muda na prática.

O que muda no tratamento da doença de Alzheimer

Até recentemente, o tratamento do Alzheimer se baseava principalmente em medicamentos que ajudavam a controlar sintomas cognitivos e comportamentais, sem interferir na evolução da doença.

Segundo a neurologista Ariádene Espig, a principal mudança está no surgimento das chamadas terapias modificadoras da doença. “Estamos falando de medicamentos que atuam na fisiopatologia do Alzheimer, e não apenas nos sintomas. Isso representa um avanço importante, especialmente para pacientes em fases iniciais”, explica.

Essas novas terapias pertencem à classe dos anticorpos monoclonais anti-beta-amiloide, como o lecanemabe e o donanemabe, já aprovados em diversos países e agora disponíveis no Brasil.

Neurologista Ariádene Espig

Como esses medicamentos atuam no cérebro

O peptídeo beta-amiloide é uma proteína naturalmente produzida pelo cérebro. No Alzheimer, esse fragmento passa a se acumular de forma anormal, formando placas que estão associadas à degeneração neuronal.

De acordo com a médica, os anticorpos monoclonais atuam ao se ligar especificamente a essas placas. “Esses medicamentos ajudam o próprio sistema imunológico do cérebro a remover o excesso de beta-amiloide. Com isso, há uma redução da carga dessas placas, o que está associado à desaceleração do declínio cognitivo e funcional”, afirma Ariádene.

Ela ressalta que o objetivo não é a cura, mas sim retardar a progressão da doença, preservando por mais tempo a autonomia e a qualidade de vida.

Para quem o novo tratamento é indicado

Apesar do avanço, a neurologista reforça que esses medicamentos não são indicados para todos os pacientes com Alzheimer. “O tratamento é recomendado para pessoas em fases iniciais da doença, como o comprometimento cognitivo leve ou a demência leve por Alzheimer, e somente quando há confirmação do acúmulo de beta-amiloide por exames específicos, os chamados biomarcadores”, explica.

Além disso, é necessária uma avaliação criteriosa para excluir contraindicações clínicas, bem como acompanhamento médico contínuo durante o uso da medicação.

Quando procurar avaliação neurológica

A médica alerta que o diagnóstico precoce faz diferença, especialmente diante das novas possibilidades terapêuticas. “Esquecimentos frequentes de fatos recentes, dificuldade para aprender informações novas, desorientação no tempo ou espaço, alterações na linguagem ou mudanças de comportamento não devem ser atribuídos automaticamente ao envelhecimento”, orienta.

Atenção especial deve ser dada quando os sintomas:

  • evoluem progressivamente ao longo dos meses
  • interferem na autonomia
  • surgem antes dos 65 anos
  • ou quando há histórico familiar de Alzheimer

Histórico familiar exige atenção redobrada

Ter casos de Alzheimer na família aumenta o risco, mas não significa que a doença seja inevitável. Ainda assim, sinais de esquecimento significativo ou confusão mental merecem investigação. “Em pessoas com histórico familiar, a avaliação neurológica precoce é fundamental para diferenciar envelhecimento normal, comprometimento cognitivo leve e demência inicial. Identificar o problema cedo amplia as possibilidades de tratamento e planejamento”, destaca Ariádene.

Existe prevenção para a doença de Alzheimer?

Segundo a neurologista, a prevenção envolve a atuação sobre fatores modificáveis ao longo da vida. Controle de pressão arterial, diabetes e colesterol, prática regular de atividade física, estímulo cognitivo, vida social ativa, alimentação equilibrada e cuidado com sono, audição e saúde mental são estratégias associadas à redução do risco de demência.

“Mesmo para quem já apresenta queixas de memória, a avaliação precoce permite identificar causas reversíveis e adotar intervenções personalizadas”, conclui.

Tratamento já está disponível na Saint Gallen

Saint Gallen já conta com a estrutura necessária para a avaliação, indicação e acompanhamento dos pacientes elegíveis ao novo tratamento para Alzheimer, seguindo critérios médicos rigorosos e protocolos de segurança.

O avanço da ciência amplia possibilidades, mas, como reforça a especialista, informação de qualidade e acompanhamento médico especializado continuam sendo fundamentais no cuidado com a saúde do cérebro.

Para agendamento de consultas: (51) 3056-8686

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.