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GILBERTO JASPER

O meu, o seu, o nosso dinheiro

O gasto total do governo federal com emendas parlamentares atingiu R$ 45,4 bilhões em 2025, levando em conta tanto o pagamento das emendas referentes ao ano passado como os restos a pagar de anos anteriores. Em 2024, esse montante havia sido de R$ 42,6 bilhões (valor já atualizado pela inflação do IPCA). A leitura de 2025 corresponde ao maior valor da série histórica, iniciada em 2015.

Os dados constam de artigo de Bráulio Borges, publicado nessa segunda-feira, 9, no Jornal do Comércio, de Porto Alegre. O texto é recheado de dados, cifras e informações estarrecedoras do que é feito com o meu, o seu, o nosso dinheiro. Apesar da gastança desenfreada, o governo federal não cansa de criar impostos para castigar quem produz, trabalha e empreende.

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A reforma tributária, um sonho acalentado há décadas por todos os brasileiros – empresários e contribuintes –, repetiu o exercício cotidiano de punir quem empreende, gera emprego, renda e desenvolvimento. A eterna pregação dos “ricos x pobres”, que se consolidou neste governo onde o chefe do Poder Executivo vive de forma nababesca, viajando o mundo e impondo sigilo nos milionários gastos do cartão corporativo, só espanta empresas para o Paraguai. Dele e da primeira-dama, símbolo do deslumbramento.

O Orçamento aprovado pelo Congresso no final do ano passado previa R$ 61 bilhões em 2026, mas o presidente Lula vetou pouco mais de R$ 7 bilhões. Um gesto simbólico para uso na campanha eleitoral. O corte, é claro, gerou protesto dos congressistas, pouco afeitos ao trabalho.

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No Brasil, quem não tem mandato parlamentar ou trabalha no governo sofre para colocar comida na mesa e irrigar os cofres públicos. A arrecadação de impostos bate recordes sucessivos, mas a voracidade das autoridades monetárias é insaciável para bancar os gastos com programas assistenciais. O “pai dos pobres” vocifera em defesa dos necessitados. Mas quem realmente paga a conta sofre com novas taxações.

Se o Brasil adotasse a regra vigente nos Estados Unidos, que desde 2021 limita as emendas a 1% das despesas discricionárias, os gastos deveriam ter sido de aproximadamente R$ 2 bilhões. Apenas 4,4% do valor efetivamente pago no ano passado. Mas o Brasil copia o que convém aos inquilinos do Palácio do Planalto e da Esplanada dos Ministérios.

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O gigantismo assumido pelas emendas é tremendamente antidemocrático. Afinal, quem detém mandato parlamentar distribui bilhões do nosso dinheiro sem qualquer controle ou transparência. Como concorrer, na próxima eleição, com aqueles que distribuem emendas que viram manchetes na imprensa regional e dos municípios nos respectivos Estados? Fala-se que não há financiamento público de campanhas, mas as emendas, por acaso, não são dinheiro público?

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