Nosso quarto dia de expedição teve duas visitas aos produtores da região litorânea de Santa Catarina. A primeira foi na propriedade do casal Willian e Gislaine, em Santa Rosa do Sul. Eles têm como base a fumicultura, mas também uma diversificação grande, com lavoura de dois hectares de mandioca, que fica por duas safras – foi plantada no ano passado e está no primeiro ano; depois do inverno será cortada.
Ela vai rebrotar e ficará para o ano que vem, servindo de matéria-prima para a produção de farinha da região. A localidade tem muita produção de mandioca. O avô e o bisavô de Willian chegaram a ter um moinho onde faziam a farinha. Mas isso se perdeu com o tempo, e hoje a planta é usada como descanso para a terra e renda para a propriedade. Assim como o milho, que vira silagem para os animais.
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Futuro breve
O casal construiu a casa nova e vai fazer a mudança nas próximas semanas. A safra foi boa e eles já estão planejando a próxima, que se inicia no mês que vem, com a semeadura. Junto com os pais de Willian, eles têm uma propriedade bem estruturada. Nos despedimos com uma alegria de ver uma estrutura boa, com jovens entusiasmados na atividade agrícola.
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A mecanização
Em São João do Sul, que é conhecido como capital nacional da carroça de boi, visitamos o casal Mateus Filasco e Patrícia. Ela não atuava no setor do tabaco, mas hoje divide as tarefas com ele. E inventam muitas tecnologias na propriedade. Chamou a atenção a mecanização. Ainda existe o trabalho braçal, mas os equipamentos facilitaram os trabalhos de plantio, de colheita e de beneficiamento da safra. Desde os canteiros erguidos do chão, feitos com piso e concreto, até o sistema de paletear os fardos de tabaco, tudo facilita a mão de obra e o carregamento de peso. Mais um jovem casal que, com os pais, tem a fumicultura como base do seu dia a dia.
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