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O que muda na região de Santa Cruz com a volta à bandeira laranja

Foto: Rafaelly Machado

Santa Cruz do Sul foi surpreendida, no começo da noite deste sábado, 6, com um retrocesso: o município, assim como as cidades vizinhas que integram a região R28, retornaram à classificação de bandeira laranja no âmbito do distanciamento controlado do Governo do Estado, que institui risco médio de contágio pelo novo coronavírus, depois de ficar duas semanas na classificação amarela (risco baixo).

A explicação dada pelo Governo do Estado para o retorno ao nível laranja é o aumento no número de novas hospitalizações e a baixa no número de leitos de UTI disponíveis para atender a Covid-19 na macrorregião.

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Integrante do Gabinete de Emergências instituído pela Prefeitura de Santa Cruz do Sul e procuradora-geral do Município, Tricia Schaidhauer adiantou, neste sábado, que a alteração será discutida em reunião, que deve contar com a presença do novo secretário de Saúde, Giovani Alles. “Segunda-feira, às 9 horas teremos reunião do Gabinete de Emergências com o novo secretário. Mas é praticamente certo que novas liberações não vão ocorrer”, comentou.

Presidente da Ordem de Advogados do Brasil (OAB) e também membro do Gabinete, Rosemari Hofmeister, ressaltou que o decreto municipal não deverá sofrer alterações. A justificativa é de que as regras estabelecidas em Santa Cruz já preveem o cumprimento do distanciamento controlado com base no decreto estadual, naquilo a regra municipal não for mais restritiva. “Como nosso decreto já é mais restritivo, não há necessidade de ajustes no decreto municipal. Nos setores em que o decreto municipal não prevê teto de ocupação específico, remete ao distanciamento controlado”, disse, citando a indústria como exemplo (veja abaixo).

Outra alteração que será sentida imediatamente pelos santa-cruzenses é a recente liberação do bufê servido, que passa a ser proibido com a bandeira laranja. “Já há uma referência expressa que só é permitido [o bufê servido] na amarela. Como retrocedemos, a partir de segunda-feira o bufê servido novamente passa a ser proibido”, ressaltou Rosemari.

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Segundo a presidente da OAB, a mudança reforça a necessidade dos cuidados, considerando, segundo ela, que muitas pessoas “tiveram comportamentos como se já tivéssemos passado por essa pandemia”, de normalidade. “Cabe o alerta para que as pessoas continuem observando as regras de distanciamento, o uso da máscara, o protocolo de higienização das mãos, o cuidado com os sinais gripais. Este momento é de muito cuidado e muita atenção.”

As mudanças

Comércio
As principais determinações que mudam no comércio santa-cruzense, com a troca de bandeiras, dizem respeito à capacidade máxima de operação, que é o percentual de trabalhadores presentes no turno, ao mesmo tempo, respeitando o teto de ocupação do espaço físico. Em alguns casos, com a bandeira amarela era possível utilizar 75% da capacidade, enquanto, com a bandeira laranja, o percentual cai para 50%.

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Alojamento e alimentação
Assim como no comércio, o destaque das mudanças no setor de alojamento e alimentação é relacionado, principalmente, à capacidade de operação. Na bandeira laranja, restaurantes podem ter apenas 50% dos trabalhadores em serviço, enquanto a taxa era de 75% na amarela. O self-service continua proibido. Para lanchonetes e padarias, vale a mesma regra (de 75% na amarela, passa para 50% na laranja). Outra mudança diz respeito aos hotéis e similares, que poderão disponibilizar apenas 50% dos quartos a partir de agora, ante 60% quando em bandeira amarela.

Indústria
A indústria também sentirá os impactos da mudança, com redução de pessoal. O teto de operação, que era de 100% na grande maioria dos casos enquanto o município tinha bandeira amarela, passa para 75% também na maioria das atividades de indústria, como construção, metalurgia, tabaco, vestuário e outros. Seguem em 100% alimentação e bebidas, por exemplo.

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