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Estados Unidos

Obama anuncia a abertura de embaixada em Cuba

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira, 1º, que o país retomou as relações diplomáticas com Cuba. Ele pediu que o Congresso americano coloque ponto final no embargo em vigor contra os cubanos e afirmou que os dois países irão abrir embaixadas nos respectivos territórios no dia 20 de julho. 

Em dicurso na Casa Branca, o presidente informou que ainda no verão norte-americano o secretário de Estado do país, John Kerry, irá para Cuba hastear a bandeira dos Estados Unidos na nva embaixada, em Havana. “Mais de 54 anos atrás, no coração da Guerra Fria, os Estados Unidos fecharam sua embaixada em Cuba. Hoje posso anunciar que retomamos as relações diplomáticas e vamos reabrir nossa embaixada nos dois países”, afirmou Obama.

O presidente americano considerou esse momento “um passo histórico” e mais uma demonstração de que os Estados Unidos não devem ficar aprisionados ao passado. Segundo Obama, a reabertura completa da embaixada em Havana significa que os diplomatas americanos poderão lidar diretamente com autoridades cubanas, com líderes da sociedade civil e com a população em geral.

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As representações americana na ilha e cubana em Washington estão fechadas desde 1961. A reabertura era esperada desde dezembro, quando o descongelamento das relações foi oficializado por Obama e o ditador Raúl Castro. O anúncio foi feito inicialmente em nota do Ministério das Relações Exteriores de Cuba. Pouco antes do comunicado cubano, o chefe da seção de negócios americano em Cuba, Jeffrey DeLaurentis, entregou o pedido formal a Marcelino Medina, ministro interino das Relações Exteriores cubano.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro comemorou a decisão e a considera o passo mais importante na normalização das relações entre os dois países. “O governo brasileiro cumprimenta os governos de Cuba e dos Estados Unidos por essa histórica decisão, que representa a superação de animosidades anacrônicas e traz efeitos potencialmente positivos para todo o continente americano”.

Histórico

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A retomada das relações entre EUA e Cuba é vista como o maior legado de política externa que Obama deixará em sua Presidência. Também representa o maior sinal de abertura do regime cubano desde que tomou o poder, em 1959.

O primeiro dos avanços da negociação foi a libertação de 53 presos políticos cubanos em troca de três cubanos presos nos Estados Unidos sob a acusação de espionagem, em 17 de dezembro. No mês seguinte, os dois países flexibilizaram as permissões para viagens e negócios e elevaram o limite de remessas. Na mesma ocasião, também foi liberada a exportação de insumos agrícolas e aparelhos de comunicação dos EUA.

Obama e Raúl Castro fizeram o primeiro encontro oficial em abril, durante a Cúpula das Américas no Panamá. No mês seguinte, a ilha foi retirada da lista de países patrocinadores do terrorismo, uma exigência do regime.

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Pendências

A reabertura das embaixadas, porém, deverá encontrar resistências, principalmente do Congresso americano. As duas casas do Legislativo são dominadas pelos republicanos, que são contra a negociação com o país comunista. Isso poderá impedir a liberação dos US$ 6,6 milhões (R$ 20,46 milhões) para a reforma do prédio da embaixada em Havana e a efetivação de Jeffrey DeLaurentis como embaixador.

Na visão dos adversários de Obama, a retomada das negociações com Cuba legitima violações de direitos humanos do regime comunista, como as prisões políticas, a censura à imprensa e a repressão a opositores. Por outro lado, ainda não há informações sobre se o regime permitiu o trânsito livre de diplomatas dos Estados Unidos pelo país. O governo de Castro relutava em aprovar a medida devido ao contato dos americanos com dissidentes.

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