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EDUCAÇÃO

Obras da Escola José Mânica foram agilizadas após mudanças na gestão, destaca Eduardo Leite

Estado investiu R$ 5,7 milhões nas obras, no Bairro Esmeralda, que eram aguardadas pela comunidade escolar há 13 anos | Foto: Rodrigo Assmann

Chegou ao fim uma das mais longas novelas assistidas pelos santa-cruzenses. Os alunos da Escola Estadual de Ensino Médio José Mânica, no Bairro Esmeralda, iniciaram nessa quarta-feira, 18, o ano letivo em uma estrutura adequada para a formação do conhecimento. Uma geração inteira passou pela instituição em módulos montados emergencialmente, em 2013.

O prédio foi inaugurado pelo governador Eduardo Leite, que reforçou o novo momento vivido pelo Estado, tanto em relação a investimentos quanto nos resultados da educação, medidos pelos sistemas de avaliação e de governança adotados pelo governo. Apontou melhoras em quesitos como evasão, frequência, notas e aplicação dos recursos do Agiliza, programa que destina verba diretamente para uso das escolas.

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Obras como a da José Mânica passaram, segundo Leite, a ter resolutividade mais rápida. “As obras emergenciais levavam mil dias para serem concluídas. Podia cair um telhado, mas seriam precisos uns três anos para atender. Agora, em 90 dias conseguimos”, garantiu. Essa agilidade, reforçou, é uma consequência das reformas muitas vezes antipáticas implementadas no atual governo.

Além dessas mudanças no Estado, com maior estrutura para aplicação de recursos, foi destacada a forma de contratação das empresas. Há licitações para que as vencedoras assumam a manutenção das escolas e, quando acionadas, sejam verificados pela Secretaria de Obras Públicas todos os reparos necessários na instituição de ensino. Assim, a escola já tem atendida todas as demandas de uma vez.

Com essa metodologia, comemorou o governador, o Estado chegará ao fim do seu segundo mandato com mil instituições de ensino atendidas – das 2,3 mil que integram a rede estadual – com investimento de R$ 1 bilhão, o que representa média de R$ 1 milhão por escola. “Isso quer dizer que não foi feito apenas um reparo. São ações que melhoram a estrutura das escolas”, confirmou Leite. Na Escola de Ensino Médio José Mânica, o investimento foi de R$ 5,7 milhões.

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Com a demolição de parte do prédio em 2012, aulas ocorreram em salas modulares. Investimento foi de R$ 5,7 milhões | Foto: Rodrigo Assmann

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“Era uma grande dor não ofertar mais”, diz diretor

Muitos dos que viram a antiga estrutura da escola ser interditada, demolida e substituída por módulos, tanto profissionais da educação quanto pais e alunos, já não fazem mais parte do cotidiano da José Mânica, mas tiveram papel fundamental para que ela vivesse esse momento de conquista, registrado nessa quarta.

“O foco é que ele [aluno] aprenda e descubra o que quer fazer do futuro. Quando a gente queria fazer isso há alguns anos e não conseguia, era uma grande dor por não conseguir ofertar mais”, destacou o diretor Vinícius Finger. Ele apontou a importância da atuação da comunidade escolar durante os 13 anos de espera para nova estrutura.

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De acordo com o dirigente, houve uma luta da comunidade para que a causa não fosse esquecida. Acrescentou que muitos saíram para outras escolas, mas muitos outros permaneceram e batalharam pelo Mânica. “Essa escola é um sonho sonhado por muita gente”, avaliou.

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Não foi uma tarefa fácil. “Foi uma lição de espírito comunitário. A nossa escola não conseguia oferecer uma série de estruturas que outras tinham, mas aqui tentamos compensar com estudo coletivo, com os professores dando acima de 100% para dar conta daquilo que os estudantes merecem”, enfatizou Finger.

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Esse empenho foi ainda maior por atender uma comunidade de trabalhadores que não conseguem custear os estudos dos filhos em instituições particulares. “Entendemos que eles precisam ser acolhidos, mas a escola que acolhe precisa ter merenda boa, espaços adequados”, frisou.

Diretor Finger enaltece a comunidade | Foto: Rodrigo Assmann

A Escola José Mânica conta com mais de 380 alunos e teve grande procura por vagas no início deste ano letivo. São estudantes do Ensino Fundamental e Médio, sendo que entre o 8º ano do Fundamental e 2º do Médio há o turno integral. Assim, eles ficam o dia inteiro no colégio e recebem quatro refeições.

De acordo com o governador, quando assumiu, 18 escolas tinham esse modelo em que os jovens ficam mais tempo durante o dia na instituição. Atualmente, são 432.

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Na região, há um ponto positivo que foi destacado pela secretária de Obras Públicas, Izabel Matte. As Coordenadorias Regionais de Obras Públicas e de Educação trabalham no mesmo prédio, o que agiliza o andamento do processo. “É importante que a parte pedagógica esteja de acordo, mas é necessário que a estrutura esteja adequada para oferecer qualidade. Aqui há uma grande sintonia entre as coordenadorias”, disse.

A consequência desse trabalho foi demonstrada pela fala da presidente do Grêmio Estudantil, Larissa Yasmim Alencar Amorim Silva. “Eu estudei o tempo todo nas salas modulares, mas tenho o prazer de deixar para meus irmãos, que continuam aqui toda essa estrutura”, comentou. A aluna está no 3º ano do Ensino Médio e pretende prestar vestibular em curso da área da saúde.

Presidente do Grêmio Estudantil bateu papo com o governador e se disse feliz com a estrutura disponibilizada aos alunos | Foto: Rodrigo Assmann

Saiba mais

A comunidade escolar da José Mânica, localizada no Bairro Esmeralda, convive com o drama da espera há anos. A situação começou a se agravar em 2012, quando danos estruturais extensos, como infiltrações e rachaduras nas paredes, motivaram a interdição e posterior demolição do prédio principal do educandário.

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Desde 2013, para permitir o início do ano letivo, foram instaladas salas modulares com caráter provisório. O que deveria ser temporário, no entanto, tornou-se permanente e essas estruturas foram utilizadas até o último ano. Durante o período houve muitos anúncios de início e término de obras, o que aconteceu somente agora.

Sérgio Moraes destaca a relevância do Esmeralda

O prefeito Sérgio Moraes acompanhou a inauguração, assim como os seus colegas de Vera Cruz, Gilson Becker, de Sinimbu, Wilson Molz, e de Pantano Grande, Mano Paganotto. Eles tiveram a oportunidade de entregar demandas ao governador. Becker ainda apresentou um pedido do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale).

Entre as demandas listadas no documento entregue pelo Cisvale estão questões estruturais, como a recuperação dos mananciais, o desassoreamento e o restabelecimento de pontes. O governador respondeu que os investimentos estão sendo feitos a partir da avaliação do Estado, porque os recursos do Fundo de Recuperação do Rio Grande do Sul, apesar de elevados, são finitos.

Sobre a inauguração da escola, Sérgio Moraes apontou a relevância do Bairro Esmeralda para a economia municipal. Isso porque ficam perto da José Mânica as indústrias fumageiras, instaladas no Distrito Industrial, e que representam a maior parte da arrecadação em Santa Cruz.

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“Passávamos aqui na frente e víamos as crianças estudando em contêineres. Com essa inauguração, estamos buscando melhorar a qualidade de ensino para nossas crianças. Isso é o caminho para o sucesso.”

Moraes parabenizou o investimento | Foto: Rodrigo Assmann

Após as falas da solenidade, foi descerrada uma placa inaugural e a comitiva do governador visitou diferentes acomodações da escola. Na cozinha, Leite fez questão de abrir os refrigeradores para conferir a qualidade da merenda escolar. Em seu discurso, reforçou a ampliação em 13 vezes do valor investido pelo Estado nesse quesito.

Governador Eduardo Leite conferiu a merenda que será oferecida aos estudantes | Foto: Rodrigo Assmann

Para saber

  • Investimento: R$ 5,7 milhões
  • Etapas: reconstrução do muro; recuperação de esquadrias, instalações elétricas e hidrossanitárias, dos pisos e das paredes; e a construção do novo prédio.
  • Estrutura: são dez salas de aula, dois pavimentos, cozinha, refeitório, laboratório de ciências, sala dos professores, biblioteca, salas para direção, supervisão, secretaria e vice-direção, além de oito banheiros, sendo quatro adaptados. Para interligar o novo espaço ao prédio existente, passarelas cobertas foram colocadas.

Protesto de professores

Na frente da Escola José Mânica, um grupo de professores, com bandeiras do Cpers-Sindicato, carregava cartazes apontando a defasagem dos salários dos profissionais da educação, sobretudo os que já estão aposentados. Em sua fala, o governador Eduardo Leite destacou que ainda há necessidade de melhoria nesse quesito, mas houve avanços em seu mandato. Citou o pagamento dos salários em dia, os reajustes acompanhando os indicadores do piso salarial nacional da categoria e o estabelecimento de gratificações a partir da definição de metas nos parâmetros educacionais.

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