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Covid-19

Pacientes cada vez mais jovens buscam atendimento no ambulatório

Foto: Rafaelly Machado

Pico dos atendimentos no ambulatório ocorreu na última semana de fevereiro, com mais da metade das pessoas com idade até 49 anos

Um levantamento da Secretaria Municipal de Saúde sobre os atendimentos no Ambulatório de Campanha, localizado no Ginásio Poliesportivo de Santa Cruz, revela um novo perfil de pacientes no município. Da metade de fevereiro em diante, além do número de doentes, aumentaram também os sintomas, piorando o estado clínico de quem busca o médico. Só o que reduziu foi a idade dos contaminados, que agora se concentram, em média, na faixa dos 20 aos 49 anos.

A diretora das Ações Especializadas em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Caren Lima Martins Picasso, diz que hoje a maior parcela de contaminados com o vírus está na idade considerada economicamente ativa. Compreende as faixas dos 20 aos 29, dos 30 aos 39 e dos 40 aos 49 anos.

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O pico dos atendimentos ocorreu entre os dias 22 e 28 de fevereiro. Do total de 1.275 pessoas que passaram por consulta no ambulatório, 836 estão nas três faixas etárias com maior incidência de casos – 65,5% dos que compareceram naquela semana. “São as pessoas que têm também maior mobilidade e com maior socialização”, afirma Caren. Também aumentou a quantidade de sintomas que um mesmo paciente apresenta no consultório. Se antes as pessoas que procuravam o Ambulatório de Campanha tinham sintomas leves da Covid, agora, alguns precisam ser amparados até a internação hospitalar.

Nas últimas semanas, surgiram casos de crianças com sintomas. O mais jovem em investigação é um bebê de apenas 16 dias. Outros bebês, de um e dois meses, e uma criança de 9 anos com comorbidades também estão com sintomas da Covid-19. “Estamos aguardando os testes para a confirmação desses casos. Temos percebido também que gestantes estão testando positivo, o que pode ser um grande risco para elas.”

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Cresce o número de testes realizados

Assim como a alta nos atendimentos no Ambulatório de Campanha e da superlotação dos hospitais, a quantidade de testes realizados na população aumentou. “Mais pessoas com sintomas têm procurado as unidades de saúde, e por isso está se fazendo mais testes.”

Caren conta que desde 15 de fevereiro, o número de testes positivos começou a superar as amostras negativas em Santa Cruz do Sul. Na semana de 15 a 20 de fevereiro, foram feitos 1.670 testes, 800 deles negativos e 870 positivos. Na semana seguinte, a quantidade de testes positivos continuou maior do que os resultados negativos, ampliando o número de pessoas contaminadas.

“Isso tem muito a ver com o período de férias, com o verão e o próprio feriado de Carnaval. Nesse tempo, especialmente os mais jovens relaxaram um pouco nos cuidados e acabaram mais expostos”, avalia a diretora das Ações Especializadas em Saúde.

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